Estudo da Randstad revela que 21,3% da população empregada em Portugal tem uma componente de teletrabalho na sua rotina laboral. Grande Lisboa lidera essa tendência.
De acordo com a Randstad Research, com base em dados do Inquérito ao Emprego do Instituto Nacional de Estatística (INE), o número de trabalhadores a auferir pelo menos 3.000 euros líquidos por mês atingiu os 125 mil no segundo trimestre deste ano, mais 27% do que há um ano e quase o dobro dos 71 mil registados no mesmo período de 2024. Em comparação com 2016, quando este grupo abrangia 28,7 mil pessoas, o número quadruplicou.
A edição de 2026 do estudo da Randstad Portugal confirma uma tendência consolidada no mercado laboral: os profissionais continuam a valorizar sobretudo a remuneração, mas dão cada vez mais peso às condições que garantem bem-estar, estabilidade e oportunidades de desenvolvimento nas organizações.
De acordo com o relatório mensal da Randstad, o emprego atingiu os 5.300.400 trabalhadores, mais 114 mil do que no mesmo mês do ano anterior. Paralelamente, a taxa de desemprego estabilizou nos 5,8%, mantendo o valor de fevereiro, mesmo com o aumento da população ativa, que já ultrapassa os 5,6 milhões de pessoas.
Retrato traçado pela Randstad Research, mostra 118.558 empresas, 543,4 mil empregos e remuneração média superior a dois mil euros brutos/mês. Privados concentram mais de 63% do emprego e reforçam papel na prestação de cuidados de saúde. Setor recupera crescimento e consolida-se como um dos principais motores da economia.
O mercado de trabalho português fechou 2025 em máximos históricos de emprego e com um reforço claro da estabilidade contratual, mas deixou um sinal de alerta: a produtividade do trabalho caiu 1,3% pela primeira vez desde 2021. Os dados constam da análise trimestral da Randstad Research.
A população estrangeira triplicou nos últimos dez anos, o que implica vários desafios. Outra questão muito debatida está relacionada com a Segurança Social, sistema no qual os imigrantes "estão longe de ser uma carga". Estudo da Randstad explica alguns dos mitos em torno da realidade laboral dos imigrantes.
No último ano, o salário mensal médio situou-se nos 1.398,17 euros, segundo as conclusões do estudo Randstad Research. Lisboa é o distrito que apresenta o salário mais elevado, seguindo-se Setúbal e Porto.
Estudo da Randstad Research, divulgado esta quinta-feira, comprova que Portugal tem "um grave problema de desemprego jovem" e que "a remuneração desta geração é inferior à média da União Europeia". Outras conclusões: os jovens preferem trabalhar em áreas tecnológicas e são mais comuns os contratos temporários.
Segundo dados da Randstad, 35,2% dos trabalhadores em Portugal apresentam o nível mais baixo de qualificações, ou seja, têm no máximo o ensino secundário obrigatório.
De acordo com um estudo da Randstad, as tecnologias ligadas à Inteligência Artificial deverão permitir a criação de 400 mil empregos, por oposição a ameaçarem outros 481 mil, na próxima década.
O Randstad Research, divulgado esta quinta-feira, 15 de fevereiro, revela que no quarto trimestre de 2023, o número de empregados diminuiu em 35 mil pessoas, baixando para 4,98 milhões a população ativa.