Tecnológicas investem no nuclear para alimentar centros de dados

O Governo norte-americano tem apoiado o investimento na energia nuclear como uma alternativa livre de emissões de carbono.

Tecnológicas investem no nuclear para alimentar centros de dados
Google nuclear

A crescente procura por Inteligência Artificial (IA) e computação em nuvem está a pressionar os sistemas de energia globais. De acordo com o Departamento de Energia dos EUA, o consumo global de eletricidade pode aumentar em até 75% até 2050, impulsionado em grande parte pelas tecnológicas. Os centros de dados usados para treinar a IA estão no centro desse aumento.

Assim, empresas como a Microsoft, a Google, a Amazon e a Meta estão a recorrer à nuclear pela sua capacidade de fornecer uma enorme quantidade de energia de forma mais eficiente e sustentável. Recentemente, estas companhias assinaram acordos com outras empresas para desenvolver a tecnologia dos pequenos reatores nucleares.

A Microsoft, por exemplo, fechou um contrato de 20 anos com a Constellation Energy, para reabrir a central nuclear de Three Mile Island. Já a Google firmou um acordo com a Kairos Power que está a desenvolver pequenos reatores modulares (SMR). Prevê-se que o primeiro reator deste tipo, destinado a alimentar os centros de dados da Google, esteja operacional em 2030, seguindo-se a instalação de reatores adicionais até 2035. Já a Amazon assinou acordos com as empresas X-Energy e Dominion Energy para explorar o desenvolvimento de SMR.

“O que estamos a ver é que a energia nuclear tem muitos benefícios”, disse Michael Terrell, diretor sénior de energia e clima do Google, citado pela CNBC. “É uma fonte de eletricidade livre de carbono e pode estar sempre ligada. Proporciona um enorme impacto económico”, acrescentou o especialista.

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