Taxa de esforço das famílias portuguesas sobe em média para 28,7%

Um levantamento recente sobre a taxa de esforço das famílias portuguesas, indicador que mede a percentagem do rendimento destinada ao pagamento de encargos com habitação e crédito, revela que os lares nacionais estão a canalizar, em média, 28,7% do orçamento mensal para este fim.

Taxa de esforço das famílias portuguesas sobe em média para 28,7%
Habitação

Os valores recolhidos oscilam entre 15,5% e 39,6%, mostrando uma disparidade significativa entre agregados. Em alguns casos, a taxa de esforço ultrapassa o limite dos 35%, considerado pelo Banco de Portugal como o patamar de risco.

O estudo revela que a taxa de esforço das famílias portuguesas atingiu um pico máximo de 39,6%, enquanto o valor mais baixo registado foi de 15,5%. No conjunto dos dados analisados, a média nacional fixou-se nos 28,7%.

Segundo especialistas do setor financeiro, a pressão sobre o orçamento das famílias deve-se ao aumento dos custos de financiamento e à instabilidade das taxas de juro, apesar da recente tendência de estabilização.

“Embora a média nacional esteja abaixo do limiar de risco, há uma fatia relevante das famílias que já enfrenta dificuldades em equilibrar rendimentos e despesas fixas. Este cenário exige atenção, sobretudo perante qualquer subida futura das taxas de juro”, alerta Pedro Castro, Head de Operations e Crédito Habitação no ComparaJá. 

As famílias mais expostas são aquelas com contratos de crédito de longa duração e rendimentos médios ou baixos, que sentem maior vulnerabilidade face às oscilações da Euribor.

Em caso de dúvida sobre qual é a sua situação e quanto pagaria por um crédito à habitação, pode recorrer a comparações e simulações das diferentes ofertas disponíveis no mercado, adaptadas a cada caso específico.

O Governo e os bancos têm reforçado mecanismos de renegociação de crédito e aconselhamento financeiro, numa tentativa de aliviar a pressão sobre os agregados mais frágeis.

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