Os valores recolhidos oscilam entre 15,5% e 39,6%, mostrando uma disparidade significativa entre agregados. Em alguns casos, a taxa de esforço ultrapassa o limite dos 35%, considerado pelo Banco de Portugal como o patamar de risco.
O estudo revela que a taxa de esforço das famílias portuguesas atingiu um pico máximo de 39,6%, enquanto o valor mais baixo registado foi de 15,5%. No conjunto dos dados analisados, a média nacional fixou-se nos 28,7%.
Segundo especialistas do setor financeiro, a pressão sobre o orçamento das famílias deve-se ao aumento dos custos de financiamento e à instabilidade das taxas de juro, apesar da recente tendência de estabilização.
“Embora a média nacional esteja abaixo do limiar de risco, há uma fatia relevante das famílias que já enfrenta dificuldades em equilibrar rendimentos e despesas fixas. Este cenário exige atenção, sobretudo perante qualquer subida futura das taxas de juro”, alerta Pedro Castro, Head de Operations e Crédito Habitação no ComparaJá.
As famílias mais expostas são aquelas com contratos de crédito de longa duração e rendimentos médios ou baixos, que sentem maior vulnerabilidade face às oscilações da Euribor.
Em caso de dúvida sobre qual é a sua situação e quanto pagaria por um crédito à habitação, pode recorrer a comparações e simulações das diferentes ofertas disponíveis no mercado, adaptadas a cada caso específico.
O Governo e os bancos têm reforçado mecanismos de renegociação de crédito e aconselhamento financeiro, numa tentativa de aliviar a pressão sobre os agregados mais frágeis.