Tarifas: EUA isentam produtos eletrónicos da China mas avisam que isenção será de curta duração

“Não houve qualquer ‘exceção’ das tarifas”, escreveu Trump numa publicação na sua rede social, em linha com os comentários do secretário do Comércio, Howard Lutnick, que garantiu que estes produtos serão incluídos nas tarifas sobre os semicondutores, que deverão ser anunciadas “dentro de um ou dois meses”.

Tarifas: EUA isentam produtos eletrónicos da China mas avisam que isenção será de curta duração
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Os EUA anunciaram no fim-de-semana uma isenção nas tarifas a aplicar à China para produtos eletrónicos como telemóveis e computadores, embora Washington garanta que esta será de curta duração. Trump rejeita que esteja a criar exceções, prometendo avançar em breve com tarifas sobre os semicondutores depois de uma investigação nacional à cadeia de valor dos mesmos.

“Não houve qualquer ‘exceção’ das tarifas”, escreveu Trump numa publicação na sua rede social, Truth Social, explicando que os bens eletrónicos que ficam isentos das tarifas recíprocas sobre a China continuarão “sujeitos à tarifa existente de 20% pelo fentanyl”. Na mesma linha, o secretário do Comércio, Howard Lutnick, garantiu à ABC News que estes produtos serão incluídos nas tarifas sobre os semicondutores, que deverão ser anunciadas “dentro de um ou dois meses”.

A administração dos EUA fez saber na sexta-feira, através da agência alfandegária e aduaneira, que as tarifas de 145% a aplicar sobre bens importados da China não se aplicaria a um leque alargado de produtos tecnológicos e eletrónicos, como smartphones e computadores.

As notícias foram um balão de oxigénio para o sector tecnológico, onde as principais cotadas norte-americanas se encontram. Empresas como a Apple, Nvidia ou Microsoft iriam sofrer altamente com estas barreiras alfandegárias, dada a sua exposição a fornecedores chineses.

A escalada de tensões comerciais levou ambos os países a lançarem retaliações consecutivas que colocaram as taxas efetivas nos 145% cobrados por Washington e 125% por Pequim. Para os restantes países ameaçados pelo anúncio inicial de Trump, a administração norte-americana avançou com uma suspensão de 90 dias.

Este é mais um episódio a juntar à incerteza criada pela política comercial de Trump, que lançou os mercados globais numa das piores séries da sua história. Os índices bolsistas afundaram, com o S&P 500 a perder mais de 5 biliões de dólares a determinado ponto, e a dívida norte-americana está sob pressão, dada a falta de confiança dos investidores naquele que foi, durante anos, um dos ativos de refúgio de excelência.

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