Entra também no STOXX 50 a Engie e sai a Wolters Kluwer. No STOXX 600 entra o Banco Nacional da Grécia e o Alpha Bank e saem a JD Sports Fashion, o Thule Group e a Fraport AG.
A indústria automóvel sofreu esta segunda-feira mais um revés, com a empresa alemã a colocar em cima da mesa, pela primeira vez, a eliminação de uma das fábricas de que dispõe na Alemanha.
Cada uma das partes ficará com uma participação de 50% na empresa comum. Não há "problemas sérios de concorrência a temer", explicou Andreas Mundt, diretor do Bundeskartellamt, citado no comunicado que atesta a aprovação pelo regulador.
O grupo alemão considerou também que o momento foi particularmente mal escolhido, tendo em conta a "fraqueza atual na procura de veículos elétricos na Alemanha e na Europa. Esse abrandamento do mercado pode ser agravado por um aumento das tarifas de viaturas importadas".
Esta parceria entre as duas construtoras automóveis vai permitir-lhes criar modelos de software para veículos elétricos semelhantes à da Tesla, com a joint-venture a querer avançar já para a próxima geração.
Os elétricos representaram 24% das vendas de carros novos na China, em 2023, segundo dados do sector. Se forem incluídos os híbridos, a quota de veículos alimentados por novas energias nas vendas totais atingiu 36%.
As vendas caíram 1% no primeiro trimestre mas, ao nível do lucro, a história foi outra, com uma perda de um quinto do resultado líquido observado no mesmo período do ano passado.
Numa declaração enviada à Bolsa de Valores de Hong Kong, onde está cotada, a Xpeng confirmou que o acordo inclui também um programa de aquisição conjunta de peças e plataformas utilizadas por ambas as empresas.
Programa de incentivo ao abate automóvel estava previsto no ano passado mas não chegou a avançar. Diretora da Volkswagen Portugal defende a ideia de utilizar este apoio para a troca de veículos elétricos, num processo moroso para se atingir o objetivo de neutralidade carbónica até 2035. Sobre alterações na Autoeuropa e novas produções, Marília Machado dos Santos remete a palavra aos responsáveis da fábrica de Palmela.
"Ao longo dos próximos anos, devemos reduzir o pessoal de forma socialmente responsável, tirando partido, tanto quanto possível, dos regimes de reforma parcial e de pré-reforma", declarou o diretor de recursos humanos, Gunnar Kilian, citado em comunicado, após uma reunião de pessoal na sede da Volkswagen, em Wolfsburg.
O grupo automóvel viu as suas ações descerem 3% para 112 euros, um novo mínimo anual e próximo do registo de 2020, quando atingiu os 100 euros por ação. A construtora alemã apresentou um resultado operacional (EBIT) de 4,9 mil milhões de euros, o que representou um aumento homólogo de 15%.
A falta de componentes que são produzidos apenas na Eslovénia, algo que já fez com que a Autoeuropa deixasse de produzir 52 mil automóveis, poderá paralisar a produção em mais cinco fábricas do grupo germânico, avança o jornal "Público" esta terça-feira.
Segundo o coordenador das Comissões de Trabalhadores (CT) do parque industrial, Daniel Bernardino, as empresas do parque já confirmaram o despedimento de 191 trabalhadores precários, que se juntam aos 100 trabalhadores que a Autoeuropa também dispensou, embora estes últimos com a garantia de regressarem logo que seja retomada a produção.
"O impacto desta paragem também não terá impacto no nosso prémio de objetivos, essa parte será neutralizada para não se perder valor, e mantivemos o prémio de assiduidade, o que é bastante positivo", referiu Rogério Nogueira, coordenador da Comissão de Trabalhadores.
"Chegámos a acordo", disse o coordenador da comissão de trabalhadores ao Jornal Económico. As conversas sobre os termos do 'lay-off' na fábrica de Palmela tiveram início esta segunda-feira e prolongaram-se no dia seguinte a partir das 10h00.
Questionado sobre as declarações do gestor e professor universitário Luís Todo Bom sobre a saída da Autoeuropa de Portugal dentro de quatro-cinco anos, o coordenador da CT retorquiu: “Infundadas e despropositadas são as palavras mais ténues e brandas que tenho".