Os países do Sul Global, ao tentarem proteger-se das sanções do Ocidente, estão a provocar mudanças estruturais na arquitectura financeira mundial e a provocar uma queda permanente de importância do dólar e do euro.
Plataforma criada pelo fundador e CEO do Emerald Group, N'Gunu Tiny, apresenta-se como um espaço privilegiado de debate de estratégias concretas nas áreas da energia, das finanças e do investimento de impacto nos mercados emergentes.
Pequim não procura convencer o mundo de que é moralmente superior. Procura demonstrar que é materialmente útil. E, em política
internacional, a utilidade é muitas vezes mais convincente do que a virtude.
O verdadeiro significado do encontro em Beijing de Xi e Trump será este: o mundo começou a perceber que a ordem internacional do século XXI já não será exclusivamente atlântica ou ocidental, mas, inevitavelmente, plural, competitiva e multipolar.
A derrota de Viktor Orbán significa, acima de tudo, um grande abalo nas fileiras do movimento MAGA de Donald Trump que, até ao último momento, lhe concedeu o máximo apoio.
Hoje, como há cerca de 500 anos, aquando do seu controlo por parte de Afonso de Albuquerque e dos portugueses, Ormuz continua a ser um ponto nevrálgico do sistema de trocas global.
Num momento de evolução disruptiva, a diplomacia não pode reger-se por princípios ultrapassados. Angola quer passar para um patamar de influência estratégica.
Tudo o que seja unir, dialogar e apontar pistas para a solução dos problemas complexos que atravessam o Mundo de hoje e, certamente, o de amanhã, são sempre de experimentar e com alguma garra, programação e organização, desenvolver.
Uma vez mais por falta de entendimento na esquerda portuguesa não se soube avançar para um candidato presidencial agregador. As saídas apresentam-se mesmo reduzidas. A aposta na segunda divisão nunca leva, no imediato, a campeão nacional.
No que toca à OMC, Trump continuou o “trabalho” de Joe Biden, mantendo a organização paralisada. Isto constitui uma “janela de oportunidades” para os EUA, pois permite à administração não cumprir regras fundamentais e processuais de funcionamento do comércio internacional.
A Declaração da última cimeira dos BRICS, este ano, destaca a reconfiguração da Ordem Internacional, consubstanciada na exigência de uma Governação Global mais justa e plural.
As 'Áfricas' começaram a conversar entre si. Sim! Sem tradução simultânea de Washington ou Bruxelas. A conversa é simples e directa: precisamos fazer com as nossas próprias forças.
Alemanha e Japão, dois países com um passado industrial em grande mudança, confrontam-se com dois outros, EUA e China, que correm em sentidos opostos e com factores competitivos diversos.
“Nós nos reunimos em um momento crucial de profunda transformação, onde os princípios do multilateralismo e da cooperação estão sendo testados por crises que exigem ação urgente e coletiva”, afirmou Mauro Vieira, chefe da diplomacia brasileira.
Perda de valores, grandes incertezas sobre o futuro, caos nas ideias, na política, nas relações internacionais, são 'qualificativos' estruturantes do Mundo de hoje.
O Brasil e a Índia são muito reticentes sobre a composição futura dos BRICS e não alinham numa “aliança anti-Ocidente”, privilegiando a qualidade à quantidade.
Os BRICS não se limitam a desafiar o status quo. Sua função mais essencial é dar voz ativa aos países emergentes e permitir sua influência no processo de reforma do poder global.
Para o Sul Global, a abordagem do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu transformou Israel em uma força ocupante, sem metas claras, o que provoca resistência generalizada.
Instituições como os BRICS, recentemente alargados, e o G20 ganham novas proporções e podem mesmo desafiar os equilíbrios estabelecidos ao longo de décadas.