Os apoios, particularmente se generalizados, contribuem para fortalecer a procura. E fortalecer a procura tende a fazer subir os preços, o que agrava, em vez de resolver, o problema original.
Ao dia de hoje, a expectativa é que os juros possam subir dos 2% para 2,75%, mais 30% até ao final do ano. Esta subida, a verificar-se se o conflito não terminar no próximo mês, traduzir-se-á num aumento de custos de financiamento para empresas, particulares e o próprio Estado.
Os dados evidenciam o enorme desequilíbrio a que a economia portuguesa está vetada, com o crescimento preso por arames a um setor dinâmico, mas volátil e, no qual, as externalidades negativas parecem querer exceder as positivas.
O que vai acontecer não deverá trazer surpresas; é a interpretação do que for dito e das minutas da reunião que vai ser interessante. E isto porque a Fed e o mercado estão, pela primeira vez nos tempos recentes, em clara dessintonia.
A subida de preços deve-se, sobretudo, à falta de vontade política para intervir e terminar uma guerra sem sentido e à incapacidade política de combater o poder económico de consórcios internacionais numa economia globalizada.