Entre os motivos para a melhoria do rating espanhol está a limitada exposição aos Estados Unidos e as perspetivas de crescimento económico, assinalou a Standard & Poor's (S&P).
Diz a S&P Global numa nota de research sobre os bancos portugueses BCP, Santander Totta, BPI e Haitong Bank que se nota uma dinâmica de financiamento mais forte em todo o sistema. Sobre o BCP prevê que a rentabilidade suba para 16% em 2025.
A nota da S&P surge na sequência de vários atrasos no pagamento de obrigações em moeda local no ano passado, e de um aumento significativo dos custos com o serviço da dívida externa nos próximos anos.
A melhoria dada pela Fitch Ratings junta-se à já dada pela Standard and Poor’s, que colocou a perspetiva de rating de emissor a longo prazo do banco como positiva.
Na sua revisão, a Standard and Poor’s apoia a estratégia do Abanca e destaca, em particular, o aumento da sua capacidade de geração de receitas e o fortalecimento da capitalização do banco.
O primeiro-ministro, António Costa, considerou hoje que a subida do 'rating' de Portugal para o nível A pelas três principais agências de notação financeira traduz um "sinal claro" de confiança na economia do país.
A agência de notação financeira era a única que mantinha Portugal nos níveis 'B' e agora alinha-se com as restantes três agências de grande peso, ao colocar o país no nível 'A'.
A Standard & Poor's (S&P) avalia esta sexta-feira a dívida soberana portuguesa. "A S&P deverá subir o rating para A-, acompanhando o que já foi feito pelas restantes agências", revela ao Jornal Económico o presidente da IMF, Filipe Garcia.
A justificar a manutenção da classificação, a agência refere ainda que "o crescimento económico deverá desacelerar em 2023, mas as perspectivas a médio prazo permanecem fortes, apoiadas pela execução planeada de fundos significativos da UE".