Na passada quarta-feira os EUA anunciaram novas sanções à Rússia, que levaram a uma suspensão imediata do comércio de dólar e euro na bolsa de Moscovo, tendo a bolsa e o banco central realizado declarações apressadas na quarta-feira.
A medida, anunciada numa reunião de emergência do banco, surge após a moeda russa ter atingido o seu valor mais baixo, face ao dólar norte-americano, desde o início da guerra com a Ucrânia.
Com a moeda russa a negociar em mínimos de 17 meses face ao dólar, o antigo ministro da Economia culpa o banco central e a sua política acomodatícia. Juros subiram 100 pontos base em julho e devem voltar a subir em breve.
No acumulado do ano, a moeda já perdeu 18% do seu valor, com uma queda de 7% no último mês. Este declínio significa que o rublo está a ser negociado 14% abaixo dos valores anteriores à guerra.
Os dados oficiais indicam uma variação homóloga na ordem de 3,6%, refere um economista americano, professor na Universidade de Johns Hopkins. Em causa está a queda abrupta do rublo.
É esperado que o rublo, que se aguentou durante os vários meses de guerra na Ucrânia, continue a desvalorizar. Esta manhã, o rublo caiu 0,7%, para 94,94 em relação ao euro
No ano passado, a moeda russa caiu para novos mínimos dias depois de se confirmar a invasão do país liderado por Putin à Ucrânia, numa tentativa de voltar a anexar o país vizinho ao território.
Qualquer moeda que ambicione um papel dominante tem um longo caminho a percorrer. Ainda assim, a decrescente influência do dólar poderá culminar no surgimento de um sistema monetário multipolar.
A Crédito y Caución prevê que uma retração do crescimento económico da Rússia de 3,3% em 2022. Seguradora de crédito diz que o comércio grossista e retalhista e a indústria manufatureira são alguns dos sectores mais afetados pelas sanções.