Queremos ter, ou não, actores económicos capazes de transformar a economia portuguesa, reter talentos, pagar salários elevados e afirmar-se no exterior?
O consumo privado continua a ser esmagado pela subida dos juros, uma dinâmica agravada pela recuperação da poupança das famílias, ao passo que o investimento público fica muito aquém do projetado, uma realidade na qual os atrasos no PRR não ajudam. Recessão este ano continua a não ser o cenário base, ainda assim.
Segundo o instituto estatístico, “comparativamente com 2021, o RDB [rendimento disponível bruto] aumentou 7,8% em 2022”, mas este crescimento “não foi suficiente para compensar o aumento da despesa de consumo final, que se fixou em 12,5%, o que determinou a redução da taxa de poupança de 9,9% em 2021 para 6,1% em 2022”.