Primeiros reféns serão libertados na tarde de domingo. Benjamin Netanyahu conseguiu inverter aquilo que chegou a ser uma inabalável vontade dos extremistas dos governos em votarem contra o acordo.
Os contactos tinham-se acelerado nos últimos dias e os principais mediadores, como os Estados Unidos e o Qatar, já tinham confirmado uma aproximação nas posições de Israel e o Hamas.
A rejeição da proposta apresentada pelos três países que estão a mediar as negociações - Estados Unidos, Egito e Qatar - mostra que o chefe do Hamas na Faixa de Gaza, Yahya Sinouar, "não quer um acordo humanitário, nem o regresso dos reféns", declarou a Mossad.
Milhares de manifestantes saíram às ruas, principalmente na capital, Telavive, para exigirem eleições antecipadas. Entretanto, esta semana, as negociações para um cessar-fogo vão manter-se.
A associação civil independente reagiu, num comunicado enviado à agência Lusa, à libertação dos 24 reféns do Hamas, entre eles 13 cidadãos israelitas - que já se encontram em Israel - 10 tailandeses e um filipino.
A trégua de quatro dias entrou em vigor às 07:00 de hoje (05:00 em Lisboa) após mais de um mês e meio de guerra, como parte de um acordo para libertar 50 reféns em troca de 150 prisioneiros palestinianos.
Os primeiros reféns devem ser libertados às 14 horas locais. O país está na expectativa de perceber se os esforços diplomáticos servem para alguma coisa. Entretanto, equivocados, alguns palestinianos regressam à cidade de Gaza.
"Informámos os intermediários que vamos libertar um certo número de estrangeiros nos próximos dias", declarou Abu Obeida, porta-voz das Brigadas al-Qasam, braço armado do movimento palestiniano, num vídeo difundido pelos meios de comunicação do Hamas.
O ministro da Defesa, Yoav Gallant, afirmou que a operação terrestre está interligada com o esforço para devolver os reféns às suas famílias, de acordo com um comunicado do Ministério da Defesa.
O grupo islâmico Hamas ameaçou hoje executar publicamente reféns civis israelitas se Israel continuar a bombardear a Faixa de Gaza sem aviso prévio aos residentes.