É a manhã mais longa da história recente de Israel: o país está oficialmente em regime de cessar-fogo pelos próximos quatro dias e suspenso pela expectativa do que sucederá por volta das duas horas da tarde, altura em que, se tudo correr como o planeado, se dará a primeira troca de reféns por prisioneiros palestinianos.
Entretanto, e claramente equivocados com o que está a passar-se nos bastidores da diplomacia, muitos palestinianos estão a regressar à cidade de Gaza. Muitos moradores de Gaza estão a ir em direção às suas casas, incluindo alguns que tentam chegar ao norte da Faixa, relata aa imprensa.
As forças de defesa de Israel (IDF) estão, segundo a mesmas fontes, a dissuadir os regressados de continuarem o seu caminho. É evidentemente um equívoco aquilo em que os palestinianos estão em incorrer. As IDF lançaram panfletos sobre Gaza alertando os moradores para que não voltassem para as suas casas no norte, já que a área ainda é uma zona de guerra, apesar do cessar-fogo.
As autoridades palestinianas têm pedido aos deslocados de Gaza que regressem às suas casas assim que a trégua começasse, segundo informações veiculadas pela imprensa israelita. O movimento já era esperado, uma vez que parecia claro que o Hamas insistiria em ‘espalhar’ civis no território onde os combates seguirão dentre de quatro dias. O porta-voz das IDF em árabe, Avichay Adraee, emitiu um comunicado dizendo aos habitantes de Gaza que a guerra não acabou.
Por outro lado, e segundo as mesmas fontes, sirenes de foguetes soaram nas cidades evacuadas da área fronteiriça de Gaza de Kissufim e Ein Hashlosha. Os alarmes soaram 15 minutos depois do início do cessar-fogo, o que significa que, se os projéteis foram de facto lançados, parece ser a primeira violação da trégua por grupos terroristas de Gaza.
Sendo ou não lançados, o facto é que o dia vai ser muito longo e os nervos estarão à flor da pele. Não só em Gaza, não só em Israel, mas em todo o lado – nomeadamente nas mesas das negociações, onde os representantes do Egipto, do Qatar e dos Estados Unidos tentarão a todo o instante perceber se aquilo que acordaram é ou não exequível.