A França não deixou de ser democrática porque usa a Constituição. Torna-se politicamente frágil quando a Constituição passa a funcionar como muleta para esconder a ausência de maioria e de consenso.
Importa ter em consideração a função dos atores não estaduais, em particular dos líderes partidários, que não têm poderes formais, mas conseguem condicionar o funcionamento do governo. Sobretudo, importa não esquecer que compete aos partidos indicar os cabeças-de-lista às presidenciais angolanas.
A bem da verdade, o actual sistema de governo angolano comporta, em si, o risco de paralisia decisória, se o Presidente não tiver uma maioria parlamentar.