O preço da habitação em Portugal voltou a marcar máximos, somando meses consecutivos de recordes e a pressionar o esforço das famílias que compram com crédito.
Os preços da habitação tiveram a maior subida desde 2009, segundo o INE. Os dados do mercado mostram famílias a financiar montantes maiores e a alongar prazos.
Os preços da habitação em Portugal viram o aumento mais expressivo desde o quarto trimestre de 2022. Entre julho e setembro foram transacionados 40.909 habitações
Em Barcelona, a mensagem foi clara: há limites para o turismo, sob pena de ser tarde demais. Lisboa escolherá aprender com a experiência de cidades irmãs ou esperar para sofrer com os seus erros?
O novo governo já implementou medidas estruturais que seguem na direção certa, mas será seguramente necessário adotar políticas adicionais, inovadoras e abrangentes.
A Grande Lisboa continua a ser a sub-região com o preço mediano da habitação mais caro, situando-se nos 2.740 euros por metro quadrado no conjunto do ano passado. Seguiram-lhe o Algarve (2.613 €/m2), Península de Setúbal (1.901 €/m2), Região Autónoma da Madeira (1.889 €/m2) e Área Metropolitana do Porto (1.800 €/m2).
Os preços da habitação registaram uma descida, no terceiro trimestre na zona euro e na União Europeia, com Luxemburgo a ser o país a registar a maior descida, de 13,6%. Portugal registou um aumento de 7,6%.
A subida dos juros coloca mais restrições ao crédito à habitação, contraindo a procura interna por casas, mas os preços continuam a subir, embora ao ritmo mais lento em quase dois anos. Medidas do ‘Mais Habitação’ só agravam dinâmicas desfavoráveis, afirmam especialistas.
Os portugueses dividem-se entre os que apoiam a liberalização que os nómadas digitais representam e os que se opõem à ameaça económica e cultural que eles apresentam. Mas existem medidas intermédias possíveis.
Se o aumento do número de fogos da última década tivesse sido igual à da década anterior, Lisboa teria hoje preços da habitação e das rendas muito mais acessíveis.