A verdadeira ironia desta crise é que os Estados Unidos e Israel chegaram ao ponto em que a superioridade militar já não produz automaticamente vantagens políticas.
Quanto mais os Estados Unidos apostam na desorganização como instrumento de poder, mais estimulam o mundo a organizar-se sem eles. Não se trata de antiamericanismo. Trata-se de realismo e pragmatismo.
A China abandonou, nas últimas décadas, o seu secular isolamento. Aprendeu a lição. Sabe que tem de competir, do ponto de vista económico e geopolítico, neste novo mundo globalizado.