A marginalização de populações, o abandono de periferias e o discurso da rejeição apenas fertilizam o terreno para a radicalização. Podemos todos aprender com o exemplo de Xinjiang, na China.
O 24º encontro de alto nível entre os dois blocos serve para a UE se queixar de práticas de concorrência desleal por parte da China e para Pequim voltar a explicar que o seu sistema não igual ao do ocidente. Nem vai passar a ser.
O pretexto da visita é a Rota da Seda, mas o encontro entre os dois presidentes é visto como um sinal inequívoco do suporte de Pequim ao regime de Moscovo. António Guterres também estará na capital do Império do Meio.
As tendências devem ser lidas no contexto mais global do conjunto dos movimentos internacionais de capitais, onde a China parece ser cada vez mais um líder.
A Europa tem de encontrar uma forma de descodificar e conhecer melhor a China, tão bem como os dirigentes chineses já conhecem a Europa. Precisa de encontrar um caminho que defenda os seus interesses e que se torne proativo em relação a este parceiro económico.