A evolução para posições extremistas tem, em regra, por base, problemas de insegurança dos novos líderes nas suas novas funções e o terror à concorrência.
Temos líderes pigmeus em densidade política e capacidade de afirmação. E, com isso, um vazio nas sociedades contemporâneas que será ocupado por discursos pouco racionais.
Que tipo de oposição farão Montenegro ou Moreira da Silva? É uma incógnita. Mas o “zeitgeist” mostra que o espírito do tempo tem dado espaço a radicais e que os posicionamentos moderados têm sido penalizados pelos eleitores.