Em vista está o propósito de causar dificuldades à economia russa, em função da guerra com a Ucrânia, nos últimos dias da administração liderada pelo democrata.
Os principais índices europeus viveram, na terça-feira, uma sessão negativa, penalizada pelo sector energético, em virtude das descidas de mais de 4% nos futuros de crude e Brent.
As petrolíferas registaram subidas acentuadas, em reflexo da subida dos preços do barril, decorrente das tensões no Médio Oriente. De resto, o dia foi de perdas generalizadas, nomeadamente na banca.
O mercado petrolífero arrisca uma forte redução da oferta nos mercados, em face da possibilidade de os navios deixarem de atravessar aquele estreito. Por ali passa pelo menos 30% do comércio mundial daquele recurso.
O leve aumento da procura vai encontrar resposta da cadeia de produção, de acordo com a Agência Internacional de Energia. Adicionalmente, um aumento naquela vertente poderia levar o mercado a fugir ao déficit para passar a registar um excedente.
A energética registou um aumento das receitas entre abril e junho, na ordem de 12,2%, ao passo que no resultado líquido a subida foi ainda mais acentuada. Ainda assim, os números semestrais caíram, em face da descida nos preços dos produtos petrolíferos e do gás.
O BCP apresenta apresenta os números do primeiro trimestre, após o fecho do mercado. No ano passado, o banco liderado por Miguel Maya reportou resultados históricos, com lucros consolidados de 856 milhões de euros. Lá fora, o Eurostat divulga o PIB da Zona Euro nos primeiros três meses ano.
Em duas sessões, a Galp valorizou mais de três mil milhões de euros depois de anunciar que descobriu uma reserva com 10 mil milhões de barris de petróleo ou equivalente na Namíbia.
O ataque àquelas infraestruturas permite evitar fortes subidas nos preços dos produtos petrolíferos, que seriam altamente prováveis se a Ucrânia atacasse depósitos de petróleo por exemplo.
Os investidores estão mais focados na situação no Médio Oriente e na Venezuela, ignorando a tensão que permanece na Líbia. O país só produz 1,2 milhões de barris por dia, mas, num mercado tão rígido, qualquer perturbação pode levar a oscilações de preços.