O industrial Dow Jones recua 0,65% para 53,211.83 pontos, o tecnológico Nasdaq cai 0,36% para 26,309.38 pontos e o S&P 500 perde 0,44% para 7,677.76 pontos.
A Mota-Engil apresenta hoje os resultados do segundo trimestre de 2026. A construtora portuguesa encerrou os primeiros meses do ano com um resultado líquido de 35 milhões de euros, naquele que foi o melhor desempenho de sempre num primeiro trimestre.
Depois das medidas do Tesouro para conter as yields da dívida, que bateu recentemente a barreira psicológica dos 40 biliões de dólares, Kevin Warsh terá de convencer os mercados que a luta contra a inflação é para ganhar, sobretudo depois da desilusão de julho.
Na reunião anual do banco central em Wyoming, o presidente do Fed justificou essa possibilidade com o facto de "o equilíbrio dos riscos parece estar a mudar".
Para o analista da ActivTrades Europe, Henrique Valente, se Jerome Powell, no discurso de hoje, em Jackson Hole, tiver uma postura "mais restritiva" e reforce "a dependência dos dados e a necessidade de controlar a inflação, que já vai no seu quinto ano acima da meta dos 2%" isso iria "sustentar o dólar e aumentar a pressão" sobre as bolsas.
Os mercados registaram um dia pautado pelo sentimento negativo, sendo que Lisboa e Londres escaparam. Os holofotes recaem agora na reunião que junta presidentes do bancos centrais de todo o mundo, onde Jerome Powell pode levantar o véu sobre decisões a tomar em setembro.
Os bancos centrais "estiveram atrás da curva na subida de taxas e agora continuam atrás da curva na descida", enquanto que “os dados do emprego que vão ser conhecidos serão essenciais” para a Fed avançar, no futuro, com cortes de 25 ou 50 pontos base.
É o cenário de recessão nos EUA provável? A Goldman Sachs dá-lhe 41% de probabilidade, a Morgan Stanley 31% e a 'pool' de economistas consultada pela Bloomberg 30%.
No geral, o mercado espera que haverá três cortes nas taxas diretoras de 25 pontos base este ano, com o primeiro a ocorrer na reunião de setembro do organismo regulador norte-americano.
O discurso de Jerome Powell será o ponto alto do simpósio anual do banco central no Wyoming, com os investidores e analistas focados em qualquer sinal quanto à magnitude das descidas esperadas dos juros até final do ano. Mercado divide-se entre 75 e 100 pontos de descidas nas próximas três reuniões.
Os investidores estão à espera de Jerome Powell e poucos se vão mexer até que ele fale, no âmbito do simpósio de banqueiros centrais de Jackson Hole, esta sexta-feira.
O presidente da Fed diz receber com agrado as notícias quanto ao recuo da inflação em vários sectores e óticas, mas sublinha que o caminho está longe de percorrido. Novas subidas estão em cima da mesa para a reunião de setembro, embora o banco central não se comprometa com nenhuma decisão.
Depois de largos meses como a boia de salvação da economia europeia, o sector dos serviços entrou em terreno de contração, levantando novamente as preocupações quanto a uma recessão este ano. Reino Unido fica em posição ainda mais frágil, enquanto EUA continuam em expansão, mas a mais lenta do último meio ano.