O abrandamento da subida dos preços da energia e dos produtos alimentares, por um lado, e o aumento menos acentuado dos preços dos produtos manufaturados, ajudam a justificar a contenção no aumento dos preços, que tinha sido de 4,9 % em setembro.
A inflação subjacente, que exclui produtos produtos alimentares não transformados e energéticos, ficou em 5,7%, menos 0,3% pontos percentuais face ao período homólogo.
Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average progrediu 0,16%, ao passo que o tecnológico Nasdaq recuou 0,22% e o alargado S&P500 baixou 0,08%.
A energia em França teve um agravamento superior a 11%. Os produtos alimentares ficaram mais caros em 9% contudo o ritmo de subida foi mais brando face ao período homólogo.
A inflação subjacente, que exclui os produtos alimentares não transformados e energéticos, ficou nos +6,3%, menos 0,4 pontos percentuais face ao mês anterior.
Estimativa rápida do INE aponta para uma subida de 0,6 pontos em agosto face ao mês anterior, "essencialmente explicada pelo aumento de preços registado nos combustível".
A estimativa para a inflação subjacente (que exclui a energia e os alimentos frescos, não elaborados) este mês é de 6,1%, menos uma décima do que em julho.
A deflação consiste numa queda dos preços ao longo do tempo, por oposição a uma subida (inflação). O fenómeno reflete debilidade no consumo doméstico e investimento e é particularmente gravoso, já que uma queda no preço dos ativos, por norma contraídos com recurso a crédito, gera um desequilíbrio entre o valor dos empréstimos e as garantias bancárias.
A inflação de junho foi 0% e os preços na produção industrial deram o maior tombo desde 2015, com uma economia interna frágil e muito distante do fulgor previsto aquando da reabertura pós-Covid.
Depois de a presidente do BCE ter alertado para o impacto dos aumentos salariais na inflação, a OCDE vem defender que é possível subir os ordenados sem pressionar os preços. Em Portugal, margem para aumentos pode ser menor.
“Creio que existem desafios, não dou por garantido o controlo já da inflação. Há vários fatores que podem levar a que a situação volte a agonizar-se e não é certo que a inflação esteja já controlada”, disse Nazaré da Costa Cabral, em entrevista à agência Lusa.
O Índice de Preços no Consumidor dos Estados Unidos abrandou para 3% em junho, o que representa o nível mais baixo desde março de 2021. Os três principais índices da bolsa de Nova Iorque arrancaram a sessão desta quarta-feira no 'verde'.
Neste grupo de 38 países, as taxas de inflação variaram de -3% na Costa Rica, Grécia e Dinamarca para mais de 20% na Hungria e Turquia. Retirando a energia e os bens alimentares, o Índice de Preços no Consumidor seria de 6,9% no quinto mês de 2023.
O trabalho ainda não acabou, e vamos ter a repetição do que se passou no Canadá e na Austrália, onde os bancos centrais voltaram a subir taxas depois de terem feito uma pausa.
O Instituto Nacional de Estatística divulga esta quarta-feira os dados oficiais sobre o Índice de Preços no Consumidor em maio. Serão ainda conhecidas as estatísticas rápidas do transporte aéreo e a atividade turística nacional em abril.
O Instituto de Estatística francês atribuiu a descida da taxa de inflação à desaceleração anual dos preços de energia, alimentos e serviços. A inflação regista o valor mais baixo em 13 meses.