As tarifas podem durar apenas um dia. Mas o custo da imprevisibilidade pode pesar sobre a economia durante anos, e pode produzir consequências económicas muito mais duradouras.
Os governos não devem apenas apontar aos mega projetos de milhares de milhões de euros que dão votos, mas também para quem vem a Portugal, gasta em restaurantes, hotéis, arredamentos de curto ou longo prazo e fez desta economia uma das melhores em 2025.
Davos 2026 não assinalou uma transição, mas uma rutura definitiva. O interregno entre o esgotamento do modelo antigo e a indefinição do novo é agora governado pela frieza das relações de poder.
A novidade radical de Trump é transformar o entretenimento no propósito da política. Tudo na sua administração é pensado como espectáculo. A política externa, incluindo Zelensky na Sala Oval, é uma acrobacia.
Um dia mau para o comércio internacional, mas podia ter sido pior com uma escalada desnecessária nas relações comerciais transatlânticas. Evitou-se uma guerra comercial.
A Casa Branca impôs um nível extraordinário de incerteza à economia global, sem perceber que as tarifas não beneficiam ninguém. A UE avisa: não aceitará uma relação comercial baseada em intimidação.
Mesmo com mais e melhor informação, os decisores continuarão a ser influenciados por enviesamentos cognitivos que limitam a capacidade de tomada de decisão.
Toda a gente gosta de segurança. Mas parece-me preferível uma espécie de “caos calmo” político e combativo, mas construtivo e ambicioso, capaz de pegar em várias ideias, a um “pântano” ou “paz podre” unilateral.
As organizações devem ser eficientes, otimizar recursos e executar a sua visão estratégica e, simultaneamente, explorar portefólios de novas ideias e oportunidades.