Este valor representa um aumento homólogo de 41%, com os setores da hotelaria e retalho a serem responsáveis por 39% e 37%, respetivamente do volume total de investimento.
Face ao período homólogo, verificou-se um aumento de 167%, tendo o valor investido sido de 235 milhões de euros, um crescimento de 160% face à média do primeiro trimestre dos últimos três anos. O setor do retalho foi responsável por 57% do montante dispendido, num total de 357 milhões de euros.
O setor do retalho foi o principal impulsionador com um peso de 49%, ao registar um volume de investimento de mil milhões de euros. Para este ano as estimativas apontam para um crescimento nos segmentos industrial e logística, hotelaria e alternativos, segundo a consultora Cushman & Wakefield.
Os investidores habituais em imobiliário residencial estão a ganhar confiança no setor comercial, onde procuram retornos mais elevados, segurança e uma gestão mais despreocupada em novas classes de ativos, diz a Athena Advisers.
A confirmarem-se estas previsões da Cushman & Wakefield (C&W), consultora global em serviços imobiliários, trata-se de um crescimento de 23% em relação a 2023.
No período em análise, o investimento internacional teve um peso de 83%, com destaque para os clientes alemães, franceses e norte-americanos. "As descidas antecipadas nas taxas de juros devem trazer uma mudança na atividade de investimento. Embora os efeitos possam não ser imediatos e o volume de investimento deva ficar abaixo dos dois mil milhões de euros em 2024, a confiança dos investidores será fortalecida", aponta relatório da Savills.
Este valor significa uma ligeira descida de 5% face ao período homólogo, mas fica 6% acima da média verificada nos últimos três anos, com o segmento de escritórios a ser a responsável por 37% do montante investido.
Apesar dos alertas deixados pela presidente do Banco Central Europeu, os especialistas ouvidos pelo JE consideram que o imobiliário comercial tem um peso e risco menor na banca nacional, por via da política de concessão de crédito ter sido muito mais restritiva do que aconteceu noutros países da Europa. Exposição da banca ao imobiliário representa cerca de 30% do total de empréstimos a sociedades não financeiras.
No último ano o volume registado foi de 1.600 milhões de euros com os segmentos de hotelaria e retalho a serem responsáveis por 40% e 35%, respetivamente do investimento captado.
Numa análise de estabilidade financeira, o BCE aponta que os mercados imobiliários comerciais “têm o potencial de amplificar significativamente um cenário adverso, aumentando a probabilidade de ocorrência de perdas sistemicamente relevantes no sistema bancário”.
Desta verba, 275 milhões de euros foram investidos no terceiro trimestre. Relatório da consultora JLL aponta "postura mais cautelosa dos investidores e de um atraso na concretização de muitas operações" como justificação para esta queda homóloga.
No primeiro semestre o volume de investimento atingiu os 740 milhões de euros, o que significou um aumento de 4% em relação ao período homólogo (710 milhões de euros), contrastando com muitos dos países da Europa que estão a verificar quedas no volume de investimento comercial entre 40% e 60%.
Deste valor, mais de 60% foi transacionado no segundo trimestre, com os investidores estrangeiros a representarem mais de 80% do investimento no semestre.