Neutralidade carbónica na produção da Central de Cervejas será atingida até 2030. Na empresa de Vialonga, a descarbonização começou em 2017, soma 135 milhões e acaba de dar mais um passo.
Cervejeira de Vialonga inaugurou esta segunda-feira, 15, um sistema de energia baseado numa bomba de calor, desenvolvido com a Siemens Portugal, que vai contribuir para reduzir em 50% as emissões de CO₂ associadas à energia térmica. Jean Barroca, secretário de Estado da Energia, e Armindo Monteiro, presidente da CIP, associaram-se à iniciativa.
O diretor financeiro da empresa, Harold van den Broek, citado pela Reuters, referiu que a medida visa "fortalecer" as operações da Heineken de modo a que se possa "investir no crescimento".
A instalação acontece após a assinatura de um acordo que envolve o grupo Heineken, a Rondo Energy e a EDP e vai permitir à Cervejeira de Vialonga uma operação com vapor limpo e sem emissões.
As ações da Heineken caíram 4,3%, já que a cervejaria alertou sobre volumes menores para o restante do ano, dado que as políticas dos EUA, especialmente sobre comércio, afetam os mercados nas Américas.
O lucro líquido da Heineken caiu 57,6% em 2024 para 978 milhões de euros e as receitas líquidas também desceram 1,8% para 29.821 milhões de euros, avançou hoje a empresa.
Nos EUA, os dados do índice de preços no consumidor (IPC) para janeiro serão conhecidos no segundo dia da audição bianual do presidente do banco central, Jerome Powell, no Congresso, desta feita perante maiorias republicanas em ambas as câmaras muito alinhadas com o presidente.
A cerveja Guinness, produzida pela Diageo, lidera o mercado no Reino Unido. Mas pode vir a perder terreno para as rivais, depois de uma subida de preços ter afastado alguns clientes.
A empresa neerlandesa apresentou um prejuízo de 95 milhões de euros no primeiro semestre, de acordo com os resultados apresentados esta segunda-feira. Os resultados já causaram uma queda de 8% das ações da empresa.
A Heineken vendeu a sua operação russa ao grupo Arnest, também da Rússia. A Amstel, outra marca do grupo cervejeiro deve sair do país nos próximos seis meses.