Dona da Sagres investe 33,5 milhões para produzir cerveja com menos emissões de carbono

Cervejeira de Vialonga inaugurou esta segunda-feira, 15, um sistema de energia baseado numa bomba de calor, desenvolvido com a Siemens Portugal, que vai contribuir para reduzir em 50% as emissões de CO₂ associadas à energia térmica. Jean Barroca, secretário de Estado da Energia, e Armindo Monteiro, presidente da CIP, associaram-se à iniciativa.

Dona da Sagres investe 33,5 milhões para produzir cerveja com menos emissões de carbono
Sagres

A Central de Cervejas e Bebidas, dona da Sagres, inaugurou esta segunda-feira, 15, em Vialonga, um sistema de recuperação de energia baseado numa bomba de calor, num investimento de 33,5 milhões de euros. O investimento é cofinanciada parcialmente pelo Plano de Recuperação e Resiliência em 8,8 milhões de euros.

A bomba de calar vai permitir a redução em cerca de 50% as emissões de CO₂ associadas à energia térmica, o que equivalente a 7.381 toneladas por ano, estimando-se ganhos de eficiência energética na ordem dos 39% relativamente ao consumo de energia primária, face ao início do projeto.

O projeto é crítico para concretizar a Jornada de Descarbonização, fundamental para a redução das emissões ligadas à energia térmica, e foi concretizado graças a uma parceria tecnológica com a Siemens Portugal.

“Acreditamos que é possível conjugar crescimento económico, inovação industrial e sustentabilidade e este é um bom exemplo”, afirmou Julien Haex, diretor-geral da Central de Cervejas e Bebidas, salientando que é objetivo da empresa liderar e acelerar a descarbonização da indústria cervejeira, apoiando as ambições globais da Heineken, mostrando que é possível conciliar aquelas três vertentes.

A cerimónia de inauguração trouxe a Vialonga Jean Barroca, secretário de Estado Adjunto e da Energia que afirmou: “A transição energética decide-se aqui no chão de uma fábrica onde cada euro investido tem de fazer sentido em dois planos: ambiental e económico. Se não tiver economia, não faz sentido”, afirmou o governante, salientando que não se trata apenas de cumprir as metas do clima. A transição energética traz emprego para as regiões e para o país.

“A descarbonização não trava a indústria, moderniza-a”. Quando se faz bem, a fábrica fica mais limpa e mais competitiva”, adiantou.

Jean Barroca, deixou ainda três ou quatro ideias: as bombas de calor estão a “tornar-se uma peça chave da indústria”, há engenharia portuguesa “à altura da transição que queremos fazer” e o apoio público “faz sentido como se vê aqui”.

Sofia Tenreiro, CEO da Siemens em Portugal, disse que “este projeto com a Central de Cervejas e Bebidas é um exemplo de tecnologia com propósito”. Explicou que, “no coração da solução está uma Bomba de Calor de alta temperatura de 6 megawatts – uma das primeiras a esta escala em Portugal – que recupera energia antes desperdiçada”.

Isto só foi possível, adiantou, “graças a uma parceria entre duas empresas que combinam conhecimento industrial e tecnológico e partilham a mesma visão de que a inovação e a tecnologia são o caminho mais eficaz para uma indústria mais sustentável, mais eficiente e mais competitiva”.

A Sociedade Central de Cervejas opera na produção, comercialização e distribuição de cervejas, sidras, refrigerantes e águas. Desde 2008 integra o grupo neerlandês Heineken.

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