Os ativos sob gestão nos mercados privados deverão crescer cerca de 12% ao ano nos próximos cinco anos, em comparação com os 8% previstos para os ativos cotados.
A tendência inclui fusões e a integração de agências portuguesas em grupos internacionais, numa resposta às novas exigências dos clientes e à crescente globalização do setor. E é para continuar.
Números constam do relatório trimestral do TTR Data, publicado esta semana, segundo o qual apesar de se ter registado uma diminuição de 43% nas transações, em termos homólogos, observou-se um crescimento de 92% no capital mobilizado.
Francisco Xavier de Almeida, sócio de Corporate/M&A da CMS, e David Apolónia, associado sénior, lideraram a equipa multidisciplinar responsável pela transação.
Os reguladores estão gradualmente a adotar uma abordagem mais flexível, que favorece a criação de grandes operadores nacionais capazes de competir à escala global, embora ainda seja necessário adaptar determinadas normas de análise destas operações, de forma a torná-las viáveis.
Incerteza económica, turbulência geopolítica e o desfasamento de expectativas entre compradores e vendedores continuam a travar decisões de M&A. Há pipeline e há liquidez e o próximo ano promete mais dinamismo, mas com um otimismo prudente. O sócio de Corporate M&A da PLMJ aponta os setores da tecnologia, turismo, saúde, energia e defesa como motores potenciais, assim se resolvam os estrangulamentos.
Em entrevista ao Jornal Económico, Stephan de Moraes, Co-Fundador e 'managing general partner' da Indico Capital Partners e também atual presidente da Associação Portuguesa de Capital de Risco (APCRI), defendeu que o papel do private equity e do venture capital é absolutamente fundamental e apela à criação de um Fundo de Fundos gerido pelo Banco de Fomento.
Incluindo os 6,4 mil milhões de euros previstos para a aquisição do quarto maior banco português pelo segundo maior grupo financeiro gaulês, o capital movimentado aumentou 33,5%, para 13,8 mil milhões de euros, nos 10 primeiros meses do ano.
O novo relatório global sobre Gestão de Ativos e Património da Oliver Wyman & Morgan Stanley revela que o património financeiro global das famílias continuará a crescer até aos 340 biliões de euros em 2029.
A Unisana Hospitais resulta de uma 'joint venture' entre a Atena Equity Partners e a 3T Portugal, que conta com três hospitais em Almada, Torres Vedras e Porto, e duas clínicas em Santarém.
O ex-governador do Banco de Portugal é um defensor que a poupança dos europeus seja canalizada para investimento dentro da Europa, ou seja, para capital através do mercado.
O mercado de transações em Portugal totalizou, em maio, 1.133 milhões de euros, numa quebra face aos 1.715 registados no mês homólogo. Os números constam do relatório mensal da TTR Data consultado pelo Jornal Económico (JE). Em maio, foram registadas 36 operações tanto anunciadas como encerradas.
Recuperação do mercado de fusões e aquisições continua adiado. Números de março da TTR Data apontam para quebra homóloga de 55% no volume de negócios, menos 643 milhões.
O mercado mantém-se em baixa em Portugal. Caiu 29% em transações e 71% em valor desde o início do ano, contrariando as expectativas. Mas os especialistas veem condições para que recupere e surpreenda.
Recuperação do mercado de transações continua adiada. Ao JE, Francisco Xavier de Almeida, sócio da CMS Portugal, vê “sinais encorajadores no horizonte”. Do lado da SRS Legal, Gustavo Ordonhas Oliveira, aponta para “um sentimento de genuíno otimismo” para o setor.
Os movimentos de fusões e aquisições são diminutos, mais ainda se excetuarmos o imobiliário, e não estão a acelerar, pelo contrário, retraem-se, contrariando a expectativa.
Relatório da TTR Data dá nota de 153 fusões e aquisições no quarto trimestre do ano passado em Portugal, assinalando uma subida de 6,25% face aos valores do mesmo período de 2023 - entre transações anunciadas e encerradas -, apesar de o montante de 3,2 mil milhões de euros final ter caído 3,45%.
O valor operações de M&A que partiram de empresas portuguesas com target em empresas de outras geografias situou-se perto dos 950 milhões de euros, o que significa uma descida de 50% face aos primeiros 11 meses de 2023. Portugal contrasta com a subida de M&A a nível global.