Não é a primeira vez que a Europa enfrenta este tipo de desafios e há lições a aprender com o passado. O populismo e o extremismo só poderão ser derrotados se os problemas que lhes deram origem forem resolvidos.
A intervenção pública de Olavo de Carvalho, no foro da cultura, sociedade e política, teve por finalidade despertar as pessoas, para que se dessem conta da destruição dos valores que restam ao Ocidente.
O Governo, se quiser deixar alguma “obra” duradoura, tem de ser o primeiro a dar o exemplo de diálogo construtivo assente em propostas moderadas. Sem excluir uma oposição também ela moderada.
Todos os leitores sabem que o centro racional e moderado se tem esboroado por todo o mundo e, com essa queda, se têm imposto as forças extremistas, de esquerda e de direita, e um populismo que se alimenta de escândalos e notícias sobre corrupção.
A guerra e a pandemia trouxeram consigo a evidência que a estabilidade é instável e que nunca poderemos dar nada por garantido, e que somos mais influenciáveis quando confrontados por instintos e necessidades de sobrevivência.