Se, no passado, as políticas keynesianas quase se tinham tornado ilegais face aos tratados europeus, agora a dívida é permitida para fins de defesa. Mas é impossível pensar que isso não implicará escolhas terríveis.
O desenvolvimento de uma indústria nacional de defesa sólida, inserida numa estratégia de reindustrialização mais ampla e alinhada com a nova estratégia industrial europeia, pode impulsionar o crescimento económico.
Para Luís Montenegro, é necessário "salvar o Estado Social, garantir mais oportunidades, garantir melhores salários e melhores pensões, reduzir a carga fiscal preservar o equilíbrio das contas públicas".
Falta democratizar oportunidades enfrentando as múltiplas camadas de desigualdade que assolam o país: desigualdade de rendimento, territoriais, de género, culturais, elitismos perpetuados.
Em entrevista ao JE, a antiga eurodeputada defende uma reforma profunda no campo da Justiça. Juiz de instrução do caso que envolve o ex-presidente da Câmara do Funchal é "inapto" para a função, diz Ana Gomes, mas a investigação das autoridades tem fundamento, acredita. Zona Franca da Madeira facilita "a criminalidade organizada a nível global", acusa a ex-eurodeputada socialista.
Tenho a convicção de que, nesta fase, o que o povo reclama são soluções de estabilidade, moderação e, naturalmente, de modernização da economia e da sociedade portuguesa em geral.
É preciso convencer uma parte importante dos eleitores que há políticos portugueses com as qualidades e experiência para praticar as medidas que assegurem um presente e um futuro melhor a velhos e novos.
Apesar da baixa do IRS, a respectiva receita fiscal pouco baixa, fruto da evolução económica e da manutenção de fortes níveis de emprego. Com este enquadramento, não se podem esperar milagres.
Nuno Melo tem o mérito de estar a lutar para fazer renascer o CDS, uma marca registada fundacional do nosso regime pós-25 de Abril e um partido de quadros qualificados.
Não defendo um Estado reduzido aos mínimos ou que os impostos deviam estar nos 5% ou 10%. Isso significaria abdicar do Estado Social e caminhar para um abismo social.
O próximo ciclo é uma oportunidade única para alavancar a competitividade da nossa economia e para o fortalecimento do Estado Social. Este é um ciclo que pode transformar a vida dos portugueses.