Se estes lucros resultassem das operações normais de crédito, tudo estaria perfeito, porque seria o enquadramento normal da banca. Mas não é isso que está a ocorrer.
O problema não são os impostos, mas sim o que leva à sua necessidade. Por isso, não adianta dizer que se vai baixar este ou aquele imposto sem dizer como.
À Manuela passou a faltar dinheiro quase todos os meses, o que a faz viver numa angústia permanente, latente e inquieta. E, claro está, não há lugar a poupanças, deixou de haver orçamento para lazer, ou sequer para as viagens habituais à terra dos pais.
Se o cidadão vai precisar de pagar mais e durante mais tempo pela saúde e se, ao mesmo tempo, vai auferir reformas que são “um complemento”, onde é que vai buscar os recursos de que necessita para viver?