Alexandria enquanto centro cosmopolita e do saber da humanidade. Eis o ponto de partida de Islam Issa, uma das vozes mais relevantes na investigação entre o mundo islâmico e o europeu.
O conflito “provocou uma subida significativa dos custos de importação e da produção nacional”, explicou o ministério num comunicado citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
O pedido dos mediadores, que inclui também os Estados Unidos, foi feito durante uma chamada telefónica entre o chefe da diplomacia egípcia, Badr Abdelaty, e o homólogo qatari, Mohamed bin Abdelrahmán, para abordar a situação do cessar-fogo em Gaza, segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Egito.
A crise económica no Egito tem revelado um desafio social: o peso crescente das gorjetas num cenário marcado pela inflação (11,7% no mês de setembro) e queda do poder de compra.
"O Egito trabalhará com os Estados Unidos para avançar com a reconstrução", afirmou Al-Sisi durante uma cerimónia na estância balnear de Sharm el-Sheikh, com a participação de cerca de 30 líderes mundiais, durante a qual foi assinada uma declaração que compromete os mediadores internacionais com o fim das hostilidades entre Israel e o grupo islamita palestiniano Hamas.
Longas filas de camiões de ajuda estão também na zona de Rafah, na fronteira com Gaza, à espera de entrar na Faixa de Gaza através dos pontos de passagem Kerem Shalom e al Awja, controlados por Israel, informou o canal de televisão egípcio Al Qahera News.
“No que diz respeito ao compromisso do Presidente Trump de pôr fim à guerra em Gaza, a União Europeia (UE) apoia esses esforços”, reagiu a porta-voz do executivo comunitário para a área dos Negócios Estrangeiros, Anitta Hipper.
Hoje, cerca de 60 camiões carregados com ajuda humanitária saíram de armazéns no Sinai egípcio com destino a Kerem Shalom, onde Israel inspeciona a carga e, segundo as fontes do Crescente Vermelho Egípcio, devolve "entre 30 e 40% de uma média de 150 camiões com ajuda que saem diariamente da zona egípcia de Rafah".
Os mediadores do Egito e do Qatar “prepararam esta proposta" com base num plano norte-americano anterior, do enviado Steve Witkoff, que prevê uma trégua de 60 dias e a libertação dos reféns israelitas em duas fases, declarou o diretor dos serviços secretos egípcios, Diaa Rashwan, ao jornal estatal Al-Qahera News.
“É um novo indício da arrogância e do desvio israelita, que não trará segurança nem estabilidade aos países da região, incluindo Israel. Israel tem de responder às legítimas aspirações do povo palestiniano”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros egípcio em comunicado.
Os EUA importaram em 2023 bem mais do dobro do que haviam exportado para este grupo de países, registando excedentes relevantes apenas com o Brasil e os Emirados Árabes Unidos. Trump volta a ameaçar bloco com tarifas adicionais de 10%.
No encontro de emergência convocado pelo Egito, foi apresentado um plano de 53 mil milhões de dólares (50 mil milhões de euros) para a reconstrução de Gaza. António Guterres também esteve presente na cimeira, bem como o Presidente de Angola, João Lourenço, em representação da União Africana.
O primeiro-ministro do Egito reiterou o forte apoio à Palestina e aos seus direitos, especialmente o direito à autodeterminação e independência do Estado palestiniano nos termos de 4 de junho de 1967, com Jerusalém oriental como capital.
O anúncio da cimeira coincidiu com a partida do ministro dos Negócios Estrangeiros do Egito, Badr Abdelatty, para Washington, onde deverá encontrar-se com altos funcionários da administração Trump e membros do Congresso.
O ministro disse que a sua presença em Al Arish, acompanhado pela ministra da Solidariedade Social, Maya Morsi, ocorreu em cumprimento das “diretivas do Presidente (egípcio) Abdelfatah al Sisi para prestar todo o tipo de apoio sanitário aos (…) irmãos na Faixa de Gaza”.
O Prémio, no valor de um milhão de euros, foi atribuído ao programa Andhra Pradesh Community Managed Natural Farming (Índia), ao Professor Rattan Lal (EUA/Índia) e à plataforma SEKEM (Egito).
“Seis dirigentes europeus encontram-se hoje no Cairo. Isto mostra como valorizamos profundamente a nossa parceria com o Egito”, declarou, na rede social X, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, numa publicação acompanhada de uma foto ao lado do Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi.
“É verdade que representantes de Israel, dos Estados Unidos da América, do Egito e do Qatar se reuniram em Paris e chegaram a um consenso entre si sobre as linhas gerais”, disse o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, na estação televisiva norte-americana CNN, referindo-se a um possível acordo para a libertação de reféns e um cessar-fogo temporário.
Uma das principais vias marítimas do mundo está a ser fortemente afetada desde o início dos ataques dos rebeldes Huthis do Iémen. O Egito arrecada cerca de 8 mil milhões de dólares por ano com o Canal do Suez.