O choque dos preços do petróleo motivado pelo ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão pode ser um fator de perturbação de uma indústria ainda altamente dependente das energias fósseis.
As exportações aceleraram à medida que os importadores se apressaram a realizar as suas encomendas, para evitar potenciais aumentos das taxas alfandegárias nos Estados Unidos, após o Presidente eleito, Donald Trump, tomar posse.
O impacto exato no crescimento económico homólogo da China em 2023 não foi indicado. As autoridades afirmaram que seriam divulgados mais pormenores posteriormente.
As exportações superaram em muito as estimativas dos analistas, que previam uma taxa de crescimento de cerca de 5,5%. O valor supera também o crescimento de setembro, de apenas 2,4%.
O economista-chefe do banco para a China, Wang Tao, afirmou que estes fatores elevam a previsão de crescimento trimestral da segunda maior economia do mundo para 6,5%, em termos homólogos, no último trimestre do ano.
“As medidas surpreendentes de apoio ao mercado [pelo Banco Popular da China] devem ajudar a melhorar o sentimento e a liquidez dos investidores e levar os mercados doméstico e estrangeiro a reagir positivamente no curto prazo".
No mês passado, Pequim anunciou planos para utilizar 150 mil milhões de yuan (19 mil milhões de euros) de dívida pública para financiar trocas de bens de consumo, como eletrodomésticos e automóveis.
Um grande número de empresas deixou-se seduzir pela China nas últimas décadas, devido à sua economia e ao seu mercado grande e de rápido crescimento, no entanto, o crescimento lento e a intensa concorrência local que o país asiático vive, juntamente com um contexto de tensões com os Estados Unidos, estão a pesar sobre os lucros das empresas.
Entre as mais importantes bolsas europeias o sentimento foi negativo, em face dos números pouco animadores divulgados pela China, a par da tensão que se adensa entre os países do Médio Oriente. O PSI não escapou às perdas.
A resposta a esta e outras perguntas no podcast 'Mercados em Ação', com André Cabrita-Mendes, jornalista do Jornal Económico, o consultor de investimentos Marco Silva e Mário Martins administrador da Activ Trades Brasil.
Ouça a resposta a estes e a outros temas no Mercados em Ação, com André Cabrita-Mendes, jornalista do Jornal Económico, Marco Silva, consultor de investimentos, e Filipe Garcia, presidente da IMF - Informação de Mercados Financeiros.
É notório o crescimento da economia chinesa, com cada vez mais unicórnios, por exemplo. O objetivo é rivalizar com os EUA em diversos sectores, de forma a tornar-se uma superpotência tecnológica.
Com apresentação de Carlo Cauti e de António Freitas de Sousa, o “Atlantic Connection” é um programa produzido em parceria pela BM&C News e pelo Jornal Económico, que oferece uma perspetiva em português sobre os grandes temas da atualidade global.
Existe uma preocupação generalizada de que as autoridades chinesas estão hoje limitadas nas suas opções para revigorar a economia, dadas as dívidas crescentes, estimadas em cerca de 2,8 vezes o valor da produção nacional.
A economia chinesa está num ponto crítico, com a produção industrial, vendas a retalho e investimento a abrandarem substancialmente, e o desemprego jovem a ultrapassar os 20%.
A reabertura após a pandemia não está a ter o fulgor previsto e, combinada com um mercado imobiliário com sinais claros de fraqueza, devem resultar numa performance abaixo do esperado pela segunda maior economia do mundo.
A dependência europeia da energia russa provou ser um erro estratégico, e obrigou à transformação do dólar e do sistema financeiro internacional em arma.