"Com base na informação de que dispomos, não vemos uma recessão. A zona euro não está a caminho de uma recessão, pelo que continuamos a esperar uma ‘aterragem suave’", projetou Lagarde na conferência de imprensa após nova descida de 25 pontos nos juros, a terceira este ano.
Os mercados aguardam a decisão do BCE no que toca às taxas de juro. A taxa de inflação em setembro vai ser conhecida durante a manhã e pode mexer com a decisão.
Seguradora de crédito acredita que o primeiro corte da Reserva Federal norte-americana em quatro anos consolidará a trajetória global de queda das taxas de juro.
BCE : Inflação ficou abaixo de 2% pela primeira vez em três anos e o indicador subjacente recuou, sugerindo que a desinflação pode ser mais rápida do que se pensava - tal como a descida dos juros.
O indicador de preços ficou abaixo do objetivo de 2% do BCE, pela primeira vez desde junho de 2021, à boleia de nova descida do lado da energia. Combinado com os riscos claros sobre o crescimento na zona euro, tal deve assegurar nova descida das taxas diretoras na próxima reunião de política monetária, em outubro.
Os investidores dão como certo que os juros diretores da maior economia do mundo irão descer pela primeira vez desde a pandemia, mas dividem-se sobre a magnitude. O consenso dos analistas inclina-se para 25 pontos base, mas um corte de 50 pontos continua em cima da mesa naquela que será a última reunião antes das eleições de novembro.
Um dos principais desafios no processo da desinflação são as pressões sobre os preços no sector dos serviços, mas Isabel Schnabel sublinhou que a estabilidade de preços a médio prazo "não exige que a inflação dos serviços desacelere para 2%".
O PSI avançou na sessão desta quinta-feira e os títulos da Ibersol estiveram em destaque, ao registarem a subida mais intensa. Lá fora, os índices europeus encerraram com sentimento misto, depois da conformação de que as taxas de juro do BCE não se alteram.
“Vamos continuar dependentes dos dados”, reforçou Lagarde, embora admitindo uma "elevada probabilidade" de que este seja o arranque da normalização da política monetária na zona euro, sobretudo dada a recuperação da confiança nas suas projeções.
O antigo ministro das Finanças, consistentemente uma das vozes mais conservadoras do Conselho de política monetária europeia, alerta para os riscos de uma deterioração no mercado de trabalho e considera que a inflação está já em valores em linha com os objetivos do BCE.