Para que o PTRR seja eficaz, é fundamental garantir a sua perenidade. Isto exige procurar o consenso político-partidário mais alargado possível, que despartidarize a execução.
A fragmentação parlamentar veio para ficar, mas ela não terá que se traduzir em instabilidade governativa se os partidos perceberem a necessidade de mudar a “cultura” política.
Falta à Bússola da Comissão Europeia um novo modelo de desenvolvimento da economia e consensos em domínios-base como na energia e aprofundamento das componentes do mercado único.
A democracia precisa urgentemente de líderes moderados, que consigam fazer pontes com outras forças políticas e chegar a soluções de consenso, para que o partido mais votado possa governar.
O Governo, se quiser deixar alguma “obra” duradoura, tem de ser o primeiro a dar o exemplo de diálogo construtivo assente em propostas moderadas. Sem excluir uma oposição também ela moderada.