O reitor da Universidade de Aveiro vai conduzir o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) nos próximos três anos, sucedendo a António Sousa Pereira.
O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas quer que o Governo clarifique o caráter binário do sistema de organização do ensino superior – dividido entre politécnicos e universidades – na reforma do Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior (RJIES) que está em curso.
“As universidades querem ficar com os investigadores, mas necessitam de dispor dos meios adequados para isso”, afirma o presidente do CRUP, António de Sousa Pereira. O financiamento da FCT deverá ser transferido para o orçamento das universidades, das unidades de investigação e das instituições científicas.
Os reitores propõem que deve ser desenhado um novo programa de apoio à internacionalização das universidades portuguesas e das unidades de investigação, celebrando protocolos com um leque mais alargado de universidades em todo o mundo.
Estas parcerias “serão automaticamente renovadas caso não sejam renunciadas”, sublinhou o presidente do CRUP, explicando que quando surgiram estes projetos de cooperação, o sistema científico nacional “não tinha o grau de desenvolvimento que tem hoje em dia” e permitiu criar redes de excelência.
Os reitores pediram à ministra do Ensino Superior um reforço financeiro que permita às universidades e unidades de investigação contratar por tempo indeterminado 1.200 investigadores, lembrando que são trabalhadores precários cujos contratos terminarão em breve.
Para António de Sousa Pereira, presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, o país enfrenta o desafio de "levar o ensino superior aos territórios onde vivam mais alunos, independentemente de esses territórios ficarem no interior ou no litoral".