A democracia comprova a sua supremacia no exato momento em que um seu opositor discursa, debate, expõe as suas ideias e alegadas soluções. Não sejamos, no entanto, condescendentes.
Os líderes políticos em Portugal são, muitas vezes, situacionistas, os princípios dobram-se, esticam-se e encolhem-se de acordo com o que for mais popular e útil no momento.
Até dia 16 de Junho, data da última audição parlamentar a Fernando Medina na CPI, o Governo será fustigado com aquilo que é, como já escrevi no passado, o seu Vietname.
A política em Portugal está podre e os partidos mais recentes e sem expressão autárquica têm “batido” no Governo, e a expetativa de um crescimento acelerado vai já sentir-se nas próximas eleições europeias.
Os códigos de conduta não são o objecto final da construção de instituições mais íntegras, mas sim um dos meios para a construção de uma cultura organizacional de ética e integridade.