Às vezes há situações que, tendo pouco em comum em termos de materialidade, se assemelham em termos de processo. Caso da negociação do acordo de cessar-fogo entre os EUA e o Irão e a discussão do pacote laboral.
Os mediadores do Egito e do Qatar “prepararam esta proposta" com base num plano norte-americano anterior, do enviado Steve Witkoff, que prevê uma trégua de 60 dias e a libertação dos reféns israelitas em duas fases, declarou o diretor dos serviços secretos egípcios, Diaa Rashwan, ao jornal estatal Al-Qahera News.
"Estamos a trabalhar ativamente em total cooperação com os qataris e os americanos", revelou o ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, Badr Abdelatty, em conferência de imprensa no Cairo.
Não deixa de ser insólito, no meio disto tudo, que os EUA tenham avançado rapidamente e do nada com o cessar-fogo, sem exigirem a celebração de qualquer acordo no âmbito nuclear.
O chefe de Estado norte-americano rejeitou que o encontro tenha em vista a assinatura de um acordo que mantenha o cessar-fogo com Telavive: "Podemos ou não assinar um acordo, não sei".
"Temos dois países [Israel e o Irão] que tem estado a lutar durante bastante tempo, e de uma forma tão dura, que eles já não sabem o que estão a fazer. Compreendem isso?", disse o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recorrendo ao uso de um palavrão, em declarações à comunicação social, à saída da Casa Branca, em direção à reunião da NATO que se inicia esta terça-feira e se prolonga até amanhã.
O índice de referência da Bolsa de Valores de Hong Kong, o Hang Seng, registou uma subida de 1,95%, até ao intervalo da sessão, com destaque para os valores financeiros e tecnológicos.
O Ministro da Defesa israelita, Israel Katz, disse hoje que o Irão violou completamente o cessar-fogo entre Israel e o Irão, lançando mísseis após a entrada em vigor da trégua. Katz adiantou que deu instruções às Forças Armadas israelitas para retomarem o ataque contra alvos paramilitares e governamentais iranianos.
O acordo acontece após semanas de confrontos desencadeados por um atentado a tiro contra turistas no mês passado na zona de Caxemira indiana, pelo qual a Índia culpa o Paquistão.
Em declarações aos jornalistas na localidade eslovena de Piran, na última etapa da visita oficial que realizou à Eslovénia, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou que "tem sido unânime a reação" de desapontamento, após questionado sobre o contacto telefónico da véspera entre Donald Trump e Vladimir Putin, que acordaram uma trégua limitada em vez de um cessar-fogo.
Kaja Kallas exigiu em nome da UE o fim da incursão de Telavive no enclave palestiniano: “Israel tem de parar com as operações militares e voltar a deixar entrar apoio humanitário e eletricidade em Gaza.”
O Hamas "aceitou o acordo de cessar-fogo e implementou-o integralmente, mas a ocupação israelita renegou os seus compromissos (...) ao retomar [esta noite] a agressão e a guerra", disse o responsável à agência France-Presse, sublinhando que o movimento, até agora, não respondeu aos ataques.
O chefe de Estado da Ucrânia pede a ação dos Estados Unidos para que a proposta de cessar-fogo seja cumprido pelas forças russas. O próprio diz que Putin "tentará atolar toda a gente em discussões intermináveis", de forma a prolongar o conflito.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que Moscovo aguardava “informações detalhadas” de Washington após conversas entre altos funcionários dos EUA e da Ucrânia na Arábia Saudita, onde Kiev declarou a sua prontidão para implementar um cessar-fogo imediato.
“São necessários acordos firmes sobre uma solução definitiva”, afirmou a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, para quem uma suspensão do conflito, permitindo às tropas “reorganizarem-se”, é “absolutamente inaceitável, uma vez que conduziria exatamente ao resultado oposto”.
O ministro disse que a sua presença em Al Arish, acompanhado pela ministra da Solidariedade Social, Maya Morsi, ocorreu em cumprimento das “diretivas do Presidente (egípcio) Abdelfatah al Sisi para prestar todo o tipo de apoio sanitário aos (…) irmãos na Faixa de Gaza”.
O secretário de Estado norte-americano disse ainda que tem estado a tentar solucionar os problemas que têm surgido em relação ao acordo de cessar-fogo anunciado na quarta-feira pelo Qatar, em colaboração com outros responsáveis da administração do Presidente cessante, Joe Biden.
O tão esperado acordo de cessar-fogo pode evoluir para o regresso a casa de pelo menos três dezenas dos reféns mantidos pelo Hamas já no próximo domingo.