Meses antes de concluir a obra na casa de Espinho de Luís Montenegro, a empresa RMO declarou falência. Antes, tinha dado entrada com um Processo Especial de Revitalização.
A moradia de luxo do primeiro-ministro demissionário, imóvel que tem uma dimensão de 829,6 m2 (seis pisos, uma tipologia T5 e elevador) terá custado 415 mil euros. Segundo o preço usado pelo Fisco, o custo da morada ultrapassa os 500 mil euros.
Detalha o "Correio da Manhã" que a Autoridade Tributária, mais concretamente a diretora-geral dos Impostos, terá instaurado processos disciplinares a vários funcionários que terão efetuado pesquisas no sistema sobre Luís Montenegro.
Em visita à Bolsa de Turismo de Lisboa, Luís Montenegro recusou-se a comentar o discurso do Presidente da República. Quanto à notícia do "Expresso" de que não teria entregue à PJ a documentação sobre a casa de Espinho, deixou a garantia de que foi tudo enviado para as autoridades.
A casa de Espinho do chefe do Governo voltou ao radar noticioso. Enquanto líder do PSD, Montenegro prometeu entregar toda a documentação sobre o imóvel à Polícia Judiciária; já eleito primeiro-ministro, não cumpriu essa promessa quando questionado pela PJ.