Deste impacto económico direto, 45,5 milhões dizem respeito a gastos feitos por passageiros que se encontram em trânsito no terminal de cruzeiros de Lisboa, de acordo com estimativas da indústria ao JE.
Carlos Moedas diz que não quer cruzeiros em Lisboa, enquanto a associação da indústria recorda que esta atividade teve o melhor desempenho económico de sempre na cidade em 2023.
Aproveitemos o momento mediático da polémica para iniciar uma ponderação e um ajuste ao que é necessário ajustar na lei, em benefício da segurança de todos os que vivem e trabalham em Lisboa, assim como daqueles que nos visitam.
“Se queremos ter mais segurança, precisamos de mais visibilidade da PSP e mais efetivos da PSP. Tudo o que seja tentar andar a passar competências de um lado para o outro, a meu ver, não faz sentido”, referiu o autarca do Porto.
A política, na definição de Bismarck, debatida todas as semanas com sentido crítico e uma boa dose de ironia por António Saraiva, Luís Osório e Vera Gouveia Barros. Nesta edição, discutimos a dança política em torno do Orçamento do Estado e a polémica de entrevista do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas.
Se a Praça por todos associada ao poder central passasse a ser uma Praça da Cidadania, da Cultura e do Conhecimento, isso constituiria um sinal poderoso de para onde queremos ir e que tipo de país queremos ser.
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa refuta esta quinta-feira em entrevista ao Hora da Verdade, programa da Renascença e do jornal "Público", que haja demasiados turistas. O problema, esclarece, é que estão "concentrados" na zona baixa da cidade e aponta o dedo ao terminal de cruzeiros construído por António Costa.
"A falta de estudo e o populismo barato dão nisto", segundo Jorge Bacelar Gouveia que avisa que a decisão de Carlos Moedas pode sair "muito cara à legalidade democrática e aos governantes intervenientes". "Já nada nos pode surpreender nesta República que se fragiliza por todos os lados", lamentou.
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, esclareceu hoje que as detenções feitas pela Polícia Municipal estão dependentes da PSP e insistiu na necessidade de clarificar a lei para que essa função possa ser partilhada.
Em reunião privada do executivo municipal, a proposta de PSD/CDS-PP foi votada como alternativa à do BE, que sugere uma auditoria independente à instalação dos painéis publicitários a realizar pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).
Autarcas de Lisboa e de Nova Iorque discutiram "boas práticas" para gerir questões relacionadas com pessoas em situação de sem-abrigo, sustentabilidade, cultura e inovação numa reunião que decorreu na sede do executivo da cidade de Nova Iorque, em Manhattan.
“Ainda não falei com o senhor presidente da junta, mas é muito importante a solidariedade entre todos. A solidariedade da cidade de Lisboa não só em relação à habitação mas também às pessoas em situação de sem-abrigo. É preciso não ter só o acolhimento tradicional, mas também este como o Hotel Social”, afirmou o autarca social-democrata.
A cerimónia simbólica decorreu esta tarde nos Paços do Concelho de Lisboa, com a entrega de 28 chaves de habitações municipais, entre elas a número 2.000 do atual mandato.
Quero uma cidade vibrante e com investidores, mas recuso os guetos, seja para ricos ou pobres. Construir em cima de património que é de todos, como o clube da Monsanto, é crime cultural.
"Hoje está provado que há mais crime e muitas pessoas acabam por não fazer queixa", diz, embora não apresente nem provas ou casos concretos. "Eu estou muito preocupado mas sem querer preocupar as pessoas", admitiu. Ainda assim, Carlos Moedas defende que Lisboa "continua a ser uma cidade segura".
"É uma grande notícia este termo de responsabilidade que nos permite atuar mais rapidamente mas sobretudo para Lisboa que é um dos maiores programas da Europa em relação àquilo que é a construção e reabilitação de alojamentos, é um dia único", sublinhou Carlos Moedas sobre programa de acesso à habitação.
“Se a cidade vir o valor do turismo, seja em melhor limpeza, melhores espaços, mas também mais cultura, então o turismo vale mesmo a pena, ele é visível”, defendeu o autarca na cerimónia de assinatura do contrato de concessão para criação do "Centro Interpretativo dos Murais de Almada nas Gares Marítimas", entre a Administração do Porto de Lisboa (APL) e a Associação do Turismo de Lisboa (ATL).
No seu discurso, Carlos Moedas falou dos dois tubos de drenagem que estão a ser construídos, um de Monsanto-Santa Apolónia (TMSA) e outro de Chelas-Beato (TCB) "que vão evitar as cheias em Lisboa". Segundo o presidente da Câmara de Lisboa esta é "uma obra de 150 milhões de euros".
Não sou político, sou tão-só lisboeta. Acontece que não sou o único a ver e cheirar a cidade assim, em decadência acelerada. Lisboa está um caco, regrediu tão depressa como a certa altura tinha florescido.