O preço do petróleo fechou a última semana com uma descida superior a 6%, o que deixou o crude Brent, referência na Europa, nos 83,8 dólares, e o West Texas, referência nos Estados Unidos nos 78 dólares provocado por um abrandamento nos receios do conflito no Médio Oriente.
As principais praças europeias encerraram do lado dos ganhos, com a grande maioria dos setores do Stoxx600 a fecharem em terreno positivo. O PSI liderou a subida na sessão de segunda-feira ao crescer 3,5% graças à Galp e BCP. A dívida pública vê os juros recuarem. Nos EUA, o "verde" dominou.
Apesar das crises no Médio Oriente e na Ucrânia, o Brent fechou nos 87 dólares. Mas o regresso das sanções dos EUA sobre o petróleo da Venezuela deve atirar os preços para novo pico muito em breve.
Apesar de uma reação modesta, e esperada, aos riscos geopolíticos, o preço do petróleo nos mercados internacionais deverá aproximar-se dos 90 dólares por barril até ao início do verão.
Ainda antes da abertura da praça portuguesa, o brent negociava abaixo dos 83 dólares. Pelas 13h já negoceia ligeiramente acima, apesar do preço do commodity ainda se encontrar em queda.
Risco é que aconteça uma escalada do conflito no Mar Vermelho e que essa evolução possa torpedear as principais rotas pelas quais se movimenta o crude. Explicam os analistas da Citi que em 2024, o petróleo vai manter-se a preços moderados para terminar o ano a sofrer uma tormenta em 2025.
O Brent atingiu o nível mais baixo do ano em 12 de junho, quando fechou a 71,84 dólares, depois de ter sido negociado a 70,12 dólares durante o dia em março.
Com a economia a abrandar – tal como previsto pelo BCE – o petróleo está a acumular-se nos reservatórios. Os produtores da OPEP+ estão a ficar nervosos e adiaram um encontro que devia suceder em Viena.
Desde o fim de setembro, o preço do Brent caiu cerca de 19%. Os esforços da OPEP+ para fazer subir os preços estão a revelar-se inúteis, pois os investidores estão a deixar para trás os receios sobre o impacto da guerra israelita.
O índice tecnológico sobe 0,34% para 13.564,70 pontos, o Dow Jones avança 0,01% para 34.100,57 pontos, enquanto o S&P 500 negoceia sem tendência definida.
A consultora espera que o Banco Central Europeu deixe os juros inalterados na sua reunião de outubro, de modo a dar tempo para avaliar o impacto da limitação das condições monetárias. Mas novas subidas estão em perspetiva.
A Agência Internacional de Energia e o mercado não preveem um choque de preços como na guerra israelo-árabe de 1973. mas o que explica a contenção de preços é a pouca procura do melhor cliente de sempre: a China.
Rússia e Arábia Saudita, membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP+), optaram por realizar cortes na produção, tendo em vista a redução da oferta.
Em destaque esteve a Jerónimo Martins que, apesar de ter fechado a negociação a ganhar 3,50% (26,00 euros), não conseguiu contrabalançar o peso do sector energético, que foi decisivo para o resultado negativo do PSI.
O reino saudita voltou a surpreender com uma estratégia agressiva para suportar o preço do petróleo face a vários meses de quedas, levando já a uma reação dos mercados.
A empresa estatal, conhecida formalmente como Saudi Arabian Oil Co, culpou a queda nos preços globais do petróleo pela redução do lucro em termos anuais, sendo que, em comparação com o último trimestre de 2022, subiu 3,7%.
O Dow Jones terminou dia a ganhar 0,20% para 33.875,40 pontos, seguido do S&P 500, a subir 0,09% para 4.137,04 pontos. Por outro lado, o tecnológico Nasdaq fechou a cair 0,29% para 12.037,20 pontos.