Os Estados Unidos e o Irão estão a aproximar-se de um acordo sobre um memorando para pôr fim à guerra, informou a "CNN", que cita uma fonte regional próxima das negociações.
Para esta terça-feira, 7 de abril de 2026, os mercados financeiros estão sob forte influência de tensões geopolíticas no Médio Oriente e de dados macroeconómicos cruciais dos Estados Unidos.
A tendência da sessão foi invertida após o ataque às instalações petroquímicas de South Pars, Sudoeste do Irão, onde estão as maiores reservas de gás natural do mundo.
"Isto está em conformidade com uma crise estagflacionária que afetaria a inflação mais cedo e de forma mais notória do que o crescimento do PIB, de acordo com o nosso novo cenário base, no qual os preços do petróleo se mantêm perto dos 100 dólares por barril durante o resto de 2026", escreveu a instituição.
O ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, há um mês, abalou a aparente calma dos mercados financeiros e traduziu-se num disparar dos preços do petróleo e do gás. O gás valorizou-se mais de 70%, atingindo os 54,155 euros por megawatt-hora (MW/h).
O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, tinha fechado na sexta-feira as transações no Intercontinental Exchange a cotar 103,14 dólares, o seu nível mais alto desde 2022, e hoje chegou a evoluir nos 106,50.
Os preços do petróleo continuam a subir, com os investidores receosos face ao conflito no Médio Oriente. Os mercados temem que o conflito se prolongue além do previsto, podendo provocar perturbações no abastecimento, face a limitações no Estreito de Ormuz.
"A preocupação imediata (do mercado)... são os danos colaterais causados no caso de o Irão atacar os seus vizinhos ou, possivelmente ainda mais revelador, fechar o Estreito de Ormuz aos 20 milhões de barris de petróleo que ali transitam diariamente", disse o analista da PVM, John Evans, citado pela agência noticiosa Reuters.
Este é o valor mais baixo desde maio com a queda a ter lugar à boleia de uma perspetiva de acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia, com os investidores a prever um alívio nas sanções a Moscovo. Negociações de paz entre a Ucrânia e a Rússia levam investidores a prever um aumento da oferta no futuro.
Cotadas energéticas tombam 4% após os lucros não-recorrentes até setembro do grupo EDP caírem 12% para 952 milhões de euros e os da EDP Renováveis tombarem 49% para 107 milhões de euros.
Por volta das 14h40 (hora de Lisboa), o preço do barril de West Texas Intermediate (WTI), para entrega em novembro, caiu 2,15% para 60,19 dólares, depois de ter recuado para 59,57 dólares, o nível mais baixo desde abril.
O preço de referência do Brent está a descer 1,53%, colocando o barril a um preço de 68,17 dólares, enquanto o texano WTI perde 1,70% para 64,60 dólares.
A Galp (+1,20%; 16,07 euros) e os CTT (+1,10%; 7,35 euros) lideraram a negociação, evitando perdas maiores no PSI, seguidas da Sonae (+0,77%; 1,3160 euros), EDP (+0,50%; 3,845 euros), NOS (+0,38%; 3,935 euros), Ibersol (+0,41%; 9,90 euros) e REN (+0,17%; 2,970 euros).
Pelas 16:30 (hora de Lisboa), o barril do petróleo Brent negociava a 67,96 dólares, menos 4,9% face aos 71,48 dólares registados no fecho das bolsas na segunda-feira.