A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os seus aliados (OPEP+) decidiu hoje aumentar a sua oferta de crude para 547.000 barris por dia, a partir de 01 de setembro.
Em vista está o propósito de causar dificuldades à economia russa, em função da guerra com a Ucrânia, nos últimos dias da administração liderada pelo democrata.
Em duas sessões, a Galp valorizou mais de três mil milhões de euros depois de anunciar que descobriu uma reserva com 10 mil milhões de barris de petróleo ou equivalente na Namíbia.
A petrolífera portuguesa terminou com perdas de 1,49% na sessão bolsista desta quarta-feira, em face das descidas acentuadas ao nível dos preços praticados no mercado petrolífero.
As perdas registadas nos barris de petróleo aproximaram dos 4% e colocaram a petrolífera no topo das perdas do índice PSI na sessão desta quarta-feira.
A procura de petróleo em 2024 será superior ao previsto, apesar do abrandamento da atividade económica em quase todas as grandes economias, mas o aumento será inferior ao de 2023, antecipou hoje a Agência Internacional de Energia (AIE).
O barril de petróleo disparou mais de 4% na sessão de sexta-feira, em face de o conflito entre o Hamas e Israel poder passar a envolver outros países do Médio Oriente, alguns dos quais estão entre os maiores exportadores daquele combustível.
As ações da petrolífera valorizaram mais de 5% na primeira sessão da semana, a beneficiar dos receios levantados pelo conflito israelo-palestiniano ao nível da oferta de petróleo.
O Ocidente impôs sanções económicas à Rússia, de forma a assegurar que não iria importar produtos petrolíferos produzidos naquele país. Porém, o embargo não impede outros países de importar os mesmos e de depois os vender ao Ocidente, num esquema semelhante a uma lavandaria.
Os EUA parecem cada vez mais arredados do centro das decisões do mercado petrolífero. Depois de a OPEP+ ter anunciado cortes na produção, contra aquilo que Biden queria, a Arábia Saudita vira-se para a Rússia. Ao mesmo tempo, a China ganha peso como elo de ligação entre os sauditas e iranianos.
Apesar de ser este o maior produtor de crude à escala mundial, com onze milhões de barris a saírem diariamente, as suas reservas continuam muito abaixo das de países como a Venezuela ou Arábia Saudita.