O candidato único à liderança da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Pedro Pimpão, quer que o Governo reveja a lei das Finanças Locais, marcando assim os 50 anos do poder local.
Os concelhos com maior volume de cobertura foram Lisboa, Porto, Braga, Coimbra e Aveiro, refere uma análise da CARMA. Os grandes temas em debate foram a habitação e a educação com 35% e 28%.
O Chega obteve em Lisboa 26.755 votos, mais três do que a CDU, confirmando a distribuição de mandatos de dois vereadores para o Chega e um para a coligação
Pedro Nuno Santos dá vários exemplos para demonstrar que coligações à esquerda teriam feito toda a diferença no desfecho da noite eleitoral de domingo. Lisboa à cabeça. Se o PCP tivesse aceitado o convite dos socialistas, a presidente da Câmara de Lisboa era Alexandra Leitão e o vice-presidente João Ferreira, diz o antigo líder e responsável pela escolha dos candidatos autárquicos.
Os especialistas contactados pelo Jornal Económico (JE) consideram que o resultado de Carlos Moedas foi “bom” e que o PS padeceu de um grande “erro estratégico”.
Castro Almeida garantiu que, da parte do Governo, "há toda a vontade de ter um diálogo produtivo e proveitoso com os novos autarcas eleitos", em diálogo com a ANMP e a Anafre, que passarão a ser lideradas pelo PSD, vencedor das eleições de domingo. Desagregação das freguesias é um dos primeiros temas a exigir articulação entre o poder central e o poder local, disse o ministro no Parlamento.
Nas primeiras autárquicas disputadas sob a liderança de Nuno Melo, o CDS-PP optou por concorrer sozinho a 43 câmaras municipais e integrar coligações com o PSD, do qual é parceiro de Governo, e com outros partidos em cerca de 150 municípios.
No total, a IL conseguiu obter eleitos em Braga e Castelo Branco em candidaturas autónomas e em Coimbra, Gaia, Sintra, Porto (2) e Lisboa (2) através de coligações lideradas pelo PSD.
Com cerca de 99% dos resultados apurados, o partido liderado por Rui Tavares e Isabel Mendes Lopes conseguiu aumentar de forma significativa a sua representação local, naquelas que foram as terceiras eleições autárquicas nas quais concorreu desde a sua fundação. Se em 2021 o partido elegeu oito autarcas em todo o país, desta vez superou a meia centena, ultrapassando até a meta fixada pelo porta-voz Rui Tavares durante a campanha eleitoral (40).
Nas eleições de domingo, no total nacional, o PSD com listas próprias, ou em coligações, venceu em 136 municípios contra 128 do PS, quando em 2021 tinha triunfado em 114, contra 149 dos socialistas.
Depois do PS, com 43,83% e seis dos 11 mandatos, o segundo mais votado é o Chega, com 20,67% e dois mandatos, e o terceiro é a coligação PSD/CDS-PP, com 14,86% dos votos e também dois eleitos.
Nas autárquicas de domingo, o PSD, sozinho ou em coligações, conquistou nove municípios (conquistou três novos municípios e perdeu um face a 2021), o PS perdeu seis autarquias, mas reconquistou a Câmara de Coimbra (ficando a liderar cinco), e três presidentes foram eleitos por movimentos independentes no distrito.
“Que grande vitória foi esta da Guarda. Agradeço a todos os que deram a cara para que pudéssemos ter esta retumbante vitória na Guarda”, afirmou o cabeça de lista da coligação Pela Guarda – Nós, Cidadãos!/PPM, que tinha sido eleito há quatro anos por um movimento independente.
“Uma vitória é uma vitória, mas recebemos esta vitória com humildade”, disse João Rodrigues, na sua intervenção, numa sala de um hotel da cidade, perante dezenas de apoiantes que gritaram “vitória” assim que o candidato entrou na sala.
Vencendo por 5,68%, o socialista Alberto Souto, que é seu irmão, o futuro presidente do município com cerca de 198 quilómetros quadrados e 62.700 habitantes, não conseguiu maioria absoluta e elegeu quatro elementos face a outros quatro do PS e um do Chega.
De acordo com os dados do Ministério da Administração Interna, depois de apuradas as 17 freguesias do concelho, a coligação PSD/CDS-PP venceu as eleições autárquicas de domingo, na Figueira da Foz, com 58,85% dos votos, seguida do PS, com 19,47%, e do Chega, em terceiro lugar, com 9,95%.
Em declarações à chegada à sede de campanha, em Setúbal, pouco antes da 01:00 de segunda-feira, e quando ainda não está fechada a contagem oficial dos votos, Maria das Dores Meira deu como certa a vitória por “uma diferença de 1.200 votos em relação ao PS”.
A coligação PSD/CDS-PP vai governar com maioria absoluta ao eleger seis vereadores (41,3%) contra os dois do Juntos do Povo (19%), os dois do Chega (14,7%), e um vereador do PS (12,8%).
"Esta não era a vitória e a amplitude da vitória que queríamos", disse André Ventura no balanço da noite eleitoral autárquica. "Tivemos um grande resultado em número de votos. Mas não atingimos [objetivos] em número de Câmaras", salientou o líder do Chega.