Autárquicas: PSD passa a ter maioria das Câmaras no distrito e perde Coimbra para o PS

Nas autárquicas de domingo, o PSD, sozinho ou em coligações, conquistou nove municípios (conquistou três novos municípios e perdeu um face a 2021), o PS perdeu seis autarquias, mas reconquistou a Câmara de Coimbra (ficando a liderar cinco), e três presidentes foram eleitos por movimentos independentes no distrito.

Autárquicas: PSD passa a ter maioria das Câmaras no distrito e perde Coimbra para o PS
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O PSD passou a ter a maioria dos municípios de Coimbra, com a conquista de nove das 17 Câmaras, mas perdeu a capital de distrito para uma coligação liderada pelo PS, partido que passa de nove para cinco autarquias.

Nas autárquicas de domingo, o PSD, sozinho ou em coligações, conquistou nove municípios (conquistou três novos municípios e perdeu um face a 2021), o PS perdeu seis autarquias, mas reconquistou a Câmara de Coimbra (ficando a liderar cinco), e três presidentes foram eleitos por movimentos independentes no distrito.

Apesar da vitória do PS na capital de distrito onde destronou o atual presidente da Câmara, recandidato por uma coligação liderada pelo PSD, os socialistas passaram de nove presidências para cinco no distrito, mantendo a trajetória descendente desde 2021 (em que perderam quatro lideranças e ganharam uma).

O PSD conseguiu conquistar os municípios de Miranda do Corvo e da Lousã, que eram presididos pelo PS, onde os atuais autarcas tinham chegado ao limite de mandatos.

Os sociais-democratas, com a exceção de José Manuel Silva em Coimbra, conseguiram também a eleição de todos os autarcas que se recandidatavam: Góis, Pampilhosa da Serra, Arganil, Cantanhede e Penacova.

Além destas vitórias, o PSD festejou a manutenção da liderança em Mira, onde o atual presidente da Câmara assumiu o cargo há dois anos aquando da saída de Raul Almeida (entretanto falecido), e assegurou a reeleição de Santana Lopes na Figueira da Foz, que conquistou a Câmara em 2021 por um movimento independente.

No distrito, as dissidências internas custaram ao PS a perda dos municípios de Vila Nova de Poiares, Soure e Condeixa-a-Nova, este último um concelho que tinha sido sempre liderado por socialistas.

Os três presidentes foram eleitos por movimentos independentes em municípios onde o PS não podia recandidatar os atuais autarcas, que estavam no último mandato.

O único caso em que o PS conseguiu manter a Câmara Municipal em que o atual presidente não se podia recandidatar foi em Montemor-o-Velho.

Os socialistas asseguraram também a reeleição dos autarcas de Tábua, Oliveira do Hospital e Penela.

Num dia negro no panorama distrital para o PS, valeu a vitória dos socialistas na capital de distrito, com a ex-ministra Ana Abrunhosa a conquistar o município contra o incumbente José Manuel Silva, mas sem maioria absoluta.

A ex-ministra liderou a única coligação que o PS fez no distrito (com Livre e PAN), tendo derrotado o Juntos Somos Coimbra, que há quatro anos tinha conseguido impedir um terceiro mandato do histórico do PS Manuel Machado.

Face às perdas do PS no distrito, pode perspetivar-se uma mudança na liderança da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (que inclui ainda os concelhos de Mealhada, distrito de Aveiro, e Mortágua, distrito de Viseu), que era liderada por um autarca socialista.

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