Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou o "diploma que altera o valor da base remuneratória e atualiza os valores das remunerações da Administração Publica".
Segundo uma comunicação interna a que a agência Lusa teve acesso, a proposta visa “criar condições para um pré-acordo com a Comissão de Trabalhadores que seja capaz de manter a sustentabilidade da empresa e, simultaneamente, responder aos desafios da indústria automóvel europeia”.
A greve foi inicialmente convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEC), depois de o banco público ter revisto a sua proposta de atualização salarial ligeiramente, de 3% para 3,25%, considerando então o STEC (que pedia 5,9% com um mínimo de 110 euros) que se tratam aumentos "irrisórios e absurdos".
A Altice Portugal manifestou hoje "satisfação" com a assinatura da revisão do Acordo Coletivo de Trabalho com "todas as associações sindicais", que estabelece um aumento dos vencimentos base entre 1,9% e 6,2%, com mínimo de 40 euros.
Na análise do governador Mário Centeno sobre as consequências dos desenvolvimentos no mercado de trabalho europeu para a evolução da inflação, publicada hoje pelo BdP), pode ler-se que “as políticas monetárias e fiscais devem reconhecer os desafios do mercado de trabalho, reconhecendo que a procura de trabalho é uma “procura derivada” da atividade económica”.
O recurso à justiça europeia foi apresentado em 13 de novembro por cerca de 40 funcionários, apoiados pelo sindicato IPSO, com o objetivo de anular a decisão do BCE de conceder um aumento salarial de 4,07% em janeiro passado, quando a inflação na zona euro atingiu em 2022 mais do dobro (8,4%), de acordo com um documento citado pela AFP.
No cenário em que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, dissolvesse a Assembleia da República antes da aprovação final global do Orçamento do Estado para 2024 (OE2024) medidas como o aumento das pensões e dos salários da função pública não tinham de cair, defendem os entendidos na matéra consultados pela Lusa.
Manuel Pizarro realçou, no final de uma nova ronda negocial entre o Ministério da Saúde e o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a Federação Nacional dos Médicos (Fnam), que o acordo com estes profissionais de saúde “não pode deixar de ter em conta o equilíbrio conjunto dos profissionais do SNS [Serviço Nacional de Saúde] e do setor público”.
No final de uma nova ronda negocial entre o Ministério da Saúde e o SIM e a Federação Nacional dos Médicos (Fnam), que começou na terça-feira ao final da tarde e terminou pelas 00:00 de hoje, o secretário-geral do SIM, Jorge Roque da Cunha, garantiu que “há uma grande vontade de chegar a acordo” sobre as questões salariais.
O Governo propôs, e bem, aumentos salariais para todos os trabalhadores. Mas as assimetrias têm-se acentuado devido à disparidade entre o rendimento dos muito ricos e o de todos os outros.
“Eu acho que todos os portugueses e os médicos, incluindo, têm consciência de que quando nós estamos a propor aumentos salariais, que são nuns casos de 23%, noutros casos de 32% e, noutros casos, […] o aumento é mesmo de 50%. Não estamos a falar de aumentos que se possam desvalorizar”, disse Manuel Pizarro.
O Crédito Agrícola decidiu finalizar a revisão salarial para 2023 em 4,6%, procedendo agora a uma atualização adicional de 0,6%, com retroativos a janeiro, e processada já em outubro. O anúncio foi feito pelos sindicatos da UGT.
A UGT disse hoje que a proposta da CIP de aumentos salariais "dá de um lado e tira do outro", do sistema de pensões, e que nada impede os patrões de darem os aumentos que quiserem aos trabalhadores.
A CIP disse hoje que está disponível para aumentos salariais acima dos 4,8% acordados na Concertação Social em contrapartida de medidas que permitam maior criação de riqueza, sem dar muitos detalhes sobre o que está em causa.
A proposta foi apresentada hoje pelo secretário-geral da Fesap, José Abraão, em conferência de imprensa, após a reunião do secretariado nacional da estrutura sindical, em Lisboa.
Os trabalhadores da fileira da construção vão entregar à associação AICCOPN uma proposta para aumentos de 200 euros para os profissionais, ameaçando avançar com uma greve e protestos junto à entidade, caso as reivindicações não sejam atendidas.
Países como Portugal, que têm grandes volumes de dívida e custos ligados ao envelhecimento da população, correm maiores riscos de sofrer "consequências fiscais" das subidas dos salários, refere o BCE.
"Após um esforço intenso ao longo dos últimos meses e um grande sentido de responsabilidade de todas as partes, foi possível definir os aumentos diferenciando o montante das atualizações em três escalões, beneficiando os trabalhadores com níveis salariais mais baixos", prossegue a administração da RTP.
As famílias estão hoje a enfrentar uma enorme perda do poder de compra. E neste contexto, a probabilidade de assistirmos a um travão abrupto no consumo interno e à paralisação da economia é uma ameaça real.