Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou o "diploma que altera o valor da base remuneratória e atualiza os valores das remunerações da Administração Publica".
A remuneração média aproximou-se dos 1.760 euros mensais na indústria, em 2023, entre as empresas de produção automóvel e as que trabalham com comércio, manutenção e reparação. No primeiro trimestre, a indústria representava 3,9% do emprego no país, acima da média europeia.
O coordenador da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), José Manuel Oliveira, avançou, em declarações à Lusa, que a IP apresentou, em reunião com as estruturas representativas dos trabalhadores, o que considerou ser a sua proposta final, no âmbito das negociações para revisão do Acordo Coletivo de Trabalho.
A medida foi publicada em Diário da República e determina aumentos salariais de 56,58 euros para trabalhadores do setor empresarial do Estado com uma remuneração base bruta até 2.631,62 euros.
“É claramente um bom acordo”, disse aos jornalistas o ministro Adjunto e da Coesão Territorial, depois de ter assinado o acordo sobre aumentos salariais e criação do suplemento de risco, designado por suplemento do bombeiro, com seis sindicatos que representam estes profissionais.
A informação é retirada de um relatório da WTW, que revela ainda que para 2025, estima-se que os aumentos planeados se situem em média nos 3,6%, um valor abaixo do orçamento médio atribuído em 2024, que foi de 4,0%.
Em causa está o decreto-lei que concretiza o previsto no acordo plurianual de valorização dos trabalhadores da Administração Pública, assinado entre o Governo e duas das estruturas sindicais da função pública (a Fesap e Frente Sindical), em novembro.
O acordo entre os sindicatos bancários e o BCP, cuja negociação contou com a mediação da DGERT, inclui aumentos salariais de 3% e de 2,5% em 2024 e 2025, respetivamente.
Segundo dados do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, a que a Lusa teve acesso, 8.007 professores terão aumentos salariais no vencimento de novembro, com efeitos retroativos a setembro.
"Há diferenças, mas não são grandes. Há uma ligeira atualização do valor que foi inicialmente proposto, mas, de facto, os quadros superiores que estão nas posições mais avançadas da carreira não têm grande atualização e contribuem para aquilo que é um aumento da atualização dos restantes trabalhadores", afirmou a presidente do STE
No documento, a central sindical sublinha que é "necessário aumentar os salários para fazer face ao aumento do custo de vida", bem como "para garantir que os trabalhadores recebem uma parte equitativa dos ganhos de produtividade".
"A ser aplicado o aumento que exigimos" para os trabalhadores da administração pública "o aumento líquido por trabalhador seria 112,85 euros", o que segundo o coordenador da Frente Comum, "resultaria numa receita enorme para o Estado" e, tendo em conta o Orçamento do Estado em vigor, "o custo para o Estado era 4,3% da rubrica aquisição de serviços", afirmou Sebastião Santana, em conferência de imprensa, hoje em Lisboa.
Proposta de aumentos salariais de 36 euros não agrada ao sindicato. E avança com o costumeiro exemplo da Corticeira Amorim para provar que o sector está a passar por um bom momento.
Seis sindicatos realizaram uma análise ao sector que aponta para a perda de poder de compra dos bancários, bem como para as situações de 'burnout'. Tentam agora junto dos partidos trazer este tema para a praça pública, numa luta por melhores condições de trabalho que dizem não ser apenas dos professores ou dos polícias.
“A Fesap decidiu apresentar um documento de propostas urgentes, muito assentes no acordo plurianual que dura até 2026”, anunciou o secretário-geral da FESAP, José Abraão, em conferência de imprensa, em Lisboa.
"Face aos resultados apresentados pelo BCP (856 milhões de euros), aos valores da inflação e do custo de vida atuais, o SNQTB mantém a sua proposta de atualização, devidamente fundamentada e ajustada à realidade do BCP, que passa por um aumento salarial de 5,8% para 2024", avança o sindicato em comunicado.
Em causa estão 104.250 trabalhadores por conta de outrem a tempo completo, não abrangidos por regulamentação coletiva específica, segundo o aviso de projeto de portaria de condições de trabalho para administrativos publicado na sexta-feira no Boletim do Trabalho e Emprego (BTE).
A grande novidade proposta uns dias antes por Pedro Nuno Santos, i.e., a introdução da valência da medicina dentária no SNS, ficou esvaziada no Porto pelo demissionário secretário-geral socialista.
“Os 5% da comunicação da empresa incluem os 2,1% de reposição da inflação passada, relativos ao acordo anterior”, acrescenta o documento, considerando que, na prática, se trata de um “aumento salarial de apenas 2,9%” e que “prémios não são aumentos salariais”.