Para vários partidos a proposta do PSD prejudicaria a representatividade na Assembleia da Madeira. Para além do PSD entregaram propostas de revisão o PS, JPP, e Iniciativa Liberal.
O PSD acusou o líder do PS Madeira, Paulo Cafôfo, de "querer governar a Madeira contra tudo e contra todos" e criticou a consistência do acordo de Governo que existiu entre PS e Juntos pelo Povo (JPP) que foi apresentada um dia depois das eleições regionais de 26 de maio, e que durou quatro horas.
O presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, considerou que face ao sistema parlamentar madeirense, onde as maiorias são difíceis de obter, cabe aos partidos minoritários com assento parlamentar assegurar que os pilares mínimos de governabilidade democrática "não são colocados em causa".
"Este encurtamento de prazos e esta sequência de procedimentos regimentais e estatutários tem a ver com a necessidade de normalizar a vida política regional e de termos um Governo rapidamente empossado e a aprovação do orçamento antes das férias parlamentares", disse o presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, José Manuel Rodrigues.
O presidente do Governo da Madeira disse que após a quebra no PIB regional de 14%, em 2020, devido à pandemia da Covid-19, logo em 2021 existiu uma recuperação de 8%, para em 2022 a Madeira atingir um novo máximo do PIB de 5,6 Mil Milhões de euros. Miguel Albuquerque disse que para 2023 a expetativa é que o PIB suba para os seis mil milhões de euros.
O CDS-PP destacou a redução de impostos que o Governo Regional efetuou às famílias e empresas. Os centristas deixaram várias críticas ao PS e questionarem se os madeirenses querem transpor para a Região a calamidade demonstrada pelo PS na República.
O PSD acrescentou que aqueles que disseram que iam mudar a Madeira, "na primeira oportunidade que tiveram foram para os corredores de Lisboa fazer vida bem confortável e mais acessível para determinados caminhos".
A Assembleia da Madeira aprovou também, na especialidade, a Proposta de Decreto Legislativo Regional, com o tema "Terceira alteração ao Decreto Legislativo Regional n.º 16/2009/M, de 30 de junho, que aprova o regime jurídico do Sistema de Proteção Civil da Região Autónoma da Madeira".
O PCP afirmou que o executivo madeirense "não quer" recuperar os mil milhões de euros em borlas fiscais, identificadas pela Comissão Europeia, e acusou também as empresas incumpridoras, da Zona Franca, de "roubarem os madeirenses".
Entre as promessas não cumpridas identificadas pelo JPP estiveram a baixa do preço dos transportes aéreos e de mercadorias, e a ligação ferry entre a Madeira e o território continental.
O PS referiu que o salário médio na Madeira é inferior em 300 euros face ao território continental, e que as taxas de IVA são superiores face aos Açores, e que na Madeira se paga mais imposto em cinco escalões do IRS face aos Açores.
O presidente do Governo da Madeira disse ainda que a oposição regional "continua a girar em torno da mesma bolha de ressentimento sem nada de novo para oferecer aos madeirenses e porto santenses".
A força partidária referiu que as interpelações feitas pelo partidos, a Sérgio Marques, foram "na sua maioria confrangedoras" devido a "falta de respaldo (PSD), por falta de vergonha na cara (CDS-PP), por falta de preparação (PS)".
A líder do BE Madeira quer que o partido volte a ter representação parlamentar e critica o executivo regional (PSD/CDS-PP) por não estar interessado em melhorar as condições de vida da população.
O antigo deputado do PSD Madeira na Assembleia da República e ex-eurodeputado e secretário regional no Governo da Madeira admitiu obras inventadas, influência de empresários no afastamento de secretários regionais do executivo madeirense, e favorecimento a grupos económicos.
A Comissão de Inquérito surgiu depois de Sérgio Marques ter admitido obras inventadas, favorecimento a grupos económicos, e influência de empresários no afastamento de secretários regionais do Governo da Madeira.