O presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, destacou, durante o debate do Estado da Região, que decorre na Assembleia Legislativa da Madeira, a “recuperação excecional” verificada, em termos económicos, após a pandemia da Covid-19.
Albuquerque considerou que esta legislatura foi “indiscutivelmente atípica”, sublinhando que o executivo regional, durante este ciclo governativo, enfrentou com sucesso a “maior crise económica, social e de saúde publica da história” da Madeira.
“Fizemo-lo, com coragem, e determinação e com uma mobilização extraordinária da nossa sociedade e dos agentes da saúde pública e da proteção civil. Fizemo-lo, com firmeza e seriedade, ouvindo ao longe os habituais disparates debitados pela desorientada oposição local”, disse o presidente do executivo regional.
Durante o debate do Estado da Região, Albuquerque lembrou, que antes de se iniciar a pandemia da Covid-19, em março de 2020, a Região crescia há 81 meses consecutivos, a uma taxa média superior à nacional.
“A pandemia, com a consequente paralisação da economia, levou à contração de 14% do Produto Interno Bruto (PIB), o dobro do que sofremos aquando da crise financeira 2009-2012. Mas logo em 2021, em consequência da boa gestão da crise sanitária, dos apoios massivos concedidos, e da mobilização dos agentes económicos e sociais”, afirmou Albuquerque.
Albuquerque destaca excecional recuperação económica
O presidente do executivo regional disse que a Madeira iniciou uma “recuperação excecional” que se traduziu numa recuperação de 8%, em 2021, e em 2022, “atingiu-se um novo máximo” no PIB na Região, ultrapassando os 5,6 Mil Milhões de Euros.
“O turismo, o imobiliário, as novas tecnologias e, em geral, quase todos os sectores da nossa economia, bateram recordes de crescimento em 2022. Em 2023, as taxas de crescimento já estão a superar as de 2022, e estimamos que o PIB atinja um valor nunca antes alcançado de seis Mil Milhões de Euros”, disse Albuquerque.
“O desemprego, por seu turno, baixou 59% em oito anos, tendo atingido em 2023 valores residuais. Hoje, mais 125 mil Madeirenses e Porto Santenses estão empregados e o RSI apresenta o valor mais baixo de sempre”, continuou o presidente do Governo da Madeira.
“A dívida pública na Região, continuou a baixar, também em 2022, menos de 17 Milhões de Euros, e hoje, em percentagem de PIB, a Madeira tem uma dívida pública inferior à média europeia, e muito inferior à dívida nacional, respetivamente 88% Madeira, 96% média da União Europeia, 114% Estado Português”, acrescentou Albuquerque.
O presidente do executivo madeirense disse ainda que na Região procedeu-se a uma política de redução fiscal, ao contrário do que se passou no “Paraíso Socialista” no Continente.
“No Paraíso Socialista no Continente a carga fiscal atingiu um novo máximo de 36,4% PIB, um verdadeiro saque aos cidadãos. Na Madeira, a progressiva redução de impostos devolveu mais de 300 Milhões às famílias e empresas, estando-se em 28,1% do PIB”, disse Albuquerque.
O presidente do Governo Regional disse que o executivo “continua a manter em alta” o investimento público, em novas acessibilidades, em novas infraestruturas de saúde, de educação, de habitação e de natureza social, e ainda procede ao reforço das estruturas de segurança contra desastres naturais e na modernização do sector energético e ambiental. “A tal vilipendiada política de betão como afirmam, com desdém, certos irresponsáveis”, afirmou Albuquerque.
“A verdadeira Política, com “P” grande, é ousadia, é coragem, é olhar mais além com um desígnio coletivo. Não é, com certeza, a mediocridade do imediato, do comentário reles no Facebook, das coisas pequenas que fazem do dia a dia uma via cega de bilharde e estupidez, incapaz de ganhar futuros. A Autonomia política conquistada, felizmente, pôs fim a um histórico trágico de submissão, iniquidade e conformismo”, referiu Albuquerque.
O presidente do executivo madeirense disse ainda que o povo da Madeira “liberto da carga colonial secular, soube desde 1976, com sabedoria, decidir democraticamente o seu destino rumo ao seu desenvolvimento integral”, e sublinhou a importância de se “prosseguir esse caminho de mudança sem hesitações ou tibiezas”, acrescentando que o povo da Região “sabe que pode contar” com o Governo da Madeira para isso.