Com as grandes superfícies fechadas devido ao corte de energia, as lojas de imigrantes encheram-se de portugueses que queriam comprar rádios a pilhas, lanternas e velas. As mercearias de rua e as pastelarias esgotaram os stocks de legumes, fruta, pão, bolos e água. Algumas lojas até venderam fiado porque os clientes não tinham dinheiro vivo.
Os funcionários da SAD têm os pagamentos em dia. De acordo com o mesmo jornal, dezenas de trabalhadores do clube e da Benfica Estádio foram informados de que vão receber nesta sexta-feira, de acordo com o jornal "A Bola".
O choque elétrico não deve passar sem apuramento de responsabilidades. Este não é apenas um problema técnico; é um teste à resiliência do continente europeu.
Com as várias ‘guerras’, cada vez mais cibernéticas, a rádio vai ganhar maior relevância. Simplesmente, tem de se adaptar, modernizar, estar perto das pessoas e servir o ouvinte.
É um novo paradigma ao nível da produção de eletricidade que não foi acompanhado das necessárias evoluções a nível de infraestrutura, gestão de rede e armazenamento, definição de preços e fiscalidade.
Segundo o Portal da Queixa, "com base em milhares de respostas de cidadãos de todo o país, a principal dificuldade enfrentada foi a falta de acesso às comunicações (84,1%), seguida da ausência de informação ou apoio (57,8%)".
Depois de várias críticas da oposição em relação à estratégia comunicacional do Governo durante este evento, nomeadamente do PS, Leitão Amaro argumentou que "aqueles que se focam a discutir dificuldades na comunicação pública é porque reconhecem que o essencial funcionou".
O presidente da ANEPC, José Manuel Moura, defendeu hoje que a decisão de comunicar com a população “foi tomada em tempo útil”, mas as falhas de energia registadas na segunda-feira também afetaram as três operadoras de comunicações, que tiveram “um problema técnico e não conseguiram difundir a informação a tempo”.
“O SIRESP teve algumas falhas e o Governo tem trabalhado no sentido de reestruturar o sistema”, disse Margarida Blasco aos jornalistas, na Figueira da Foz, no final da cerimónia do 147.º aniversário do Comando Distrital da PSP de Coimbra.
“Neste momento, sobretudo na industria agroalimentar, contabilizamos prejuízos que não são recuperáveis”, disse à Lusa o presidente da CIP, Armindo Monteiro, precisando que a estimativa dos prejuízos (15 milhões de euros) foi feita tendo em conta um dia normal de trabalho e o tempo da falha de energia, sendo este valor uma média que tem algumas falhas na sua aferição.
“As informações que temos é que o setor que terá sido o mais atingido é o do leite, por causa da falha de eletricidade e da necessidade de frio”, admitiu o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, que falava durante uma visita à feira agropecuária Ovibeja, na cidade alentejana.
O aumento das renováveis na rede e o fim das centrais térmicas coloca em causa as "capacidades de equilíbrio do sistema elétrico", alertou a Red Eléctrica há apenas 2 meses.
“Houve produtores que tiveram de deitar leite fora porque não tinham condições de armazenamento”, relatou, aos jornalistas em Beja, o presidente da Confederação das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (Confagri), Idalino Leão.
Durante a falha de energia que ocorreu esta segunda-feira registaram-se várias “quebras do SIRESP”, mas poderia haver “uma quebra total às 05h00 da manhã”, revelou Mário Silvestre, numa conferencia de imprensa realizada hoje, 48 horas após o início do apagão, para apresentar a resposta da proteção civil à interrupção da rede elétrica nacional.
Zelensky, que falava à distância numa reunião de países da Europa de Leste, lamentou o que "os amigos de Espanha e Portugal" viveram e recordou que na segunda-feira falou com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, sobre "possível assistência".
O administrador da REN, João Faria Conceição, referiu ainda que espera que a "fase final" para a "estabilização completa do sistema" esteja concluída até às 00h00 de quarta-feira, em declarações na CNN Portugal.
Falta de luz durante a última segunda-feira provocou danos em todos os setores e num cenário mais pessimista os custos poderão ter sido de 1,1 mil milhões de euros.
“As carcaças que estavam na linha de abate no momento da falha de energia foram rejeitadas porque as linhas de abate são automatizadas, o que levou a muitas rejeições, não se sabendo ainda o número de animais eliminados do consumo”, afirmou a diretora executiva da Associação Portuguesa dos Industriais de Carnes (APIC), Graça Mariano, em resposta à Lusa.
O anúncio deste adiamento foi publicado na página do INE, visando a estimativa rápida do Índice de Preços no Consumidor em abril, a estimativa rápida das Contas Nacionais Trimestrais no primeiro trimestre e o Índice de Volume de Negócios, Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas no Comércio.
Um dia depois do apagão que deixou a Península Ibérica sem luz durante várias horas, a associação, em comunicado, considerou que as energias renováveis e interligações são “indispensáveis para o sistema elétrico”.