"Aquilo que os portugueses podem ganhar do lado dos impostos sobre o rendimento perderão nos impostos sobre o consumo", advertiu este antigo governante e atual deputado socialista.
Estas posições foram transmitidas aos jornalistas na Assembleia da República pelo deputado e dirigente do PS António Mendonça Mendes, tendo em conta o alerta feito pelo Conselho de Finanças Públicas sobre o impacto do anunciado regime fiscal IRS Jovem.
Pedro Nuno Santos condiciona os próximos capítulos das negociações para o próximo Orçamento do Estado, que arrancam nesta terça-feira, à entrega de informação sobre a margem orçamental, ainda não facultada pelo Executivo. Propostas do IRS Jovem e IRC baseadas numa "agenda fiscal radical, injusta e cara" são linha vermelha para o maior partido da oposição.
"Não consigo perceber o suspense do Governo em relação às tabelas da retenção na fonte, isto nem devia ter discussão. O Governo fez o que tinha de fazer. Esta é uma descida adicional àquela que tinha sido decidida pelo anterior Governo", recorda o ex-governante.
Em entrevista ao programa Hora da Verdade, da Renascença e jornal Público, o antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e adjunto de António Costa considera que governar em duodécimos não seria positivo para o país. Diz ainda ter muitas dúvidas sobre "a exequibilidade do programa do Governo".
Partido Socialista e Aliança Democrática, através de António Mendonça Mendes e Joaquim Miranda Sarmento, debateram as suas perspectivas para a forma de fazer crescer a economia nacional na próxima legislatura. Assista aqui ao debate que decorreu esta terça-feira na Ordem dos Economistas.
A lista para o Secretariado Nacional do PS, órgão de direção deste partido - e cuja proposta é da responsabilidade de Pedro Nuno Santos -, vai ser votada hoje, durante a primeira reunião da Comissão Nacional pós congresso, que se realiza em Coimbra.
Em entrevista ao "Eco", António Mendonça Mendes diz que a demissão do primeiro-ministro não implicava a dissolução do Parlamento, decisão tomada pelo Presidente da República, dado que o Governo responde à Assembleia.
O secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro confirmou hoje ter falado com o ministro João Galamba na noite de 26 de abril, mas rejeitou qualquer causalidade entre esse telefonema e o reporte aos serviços de informação do computador levado do Ministério das Infraestruturas.
António Costa reitera que, no seu entender, “a chefe do gabinete do ministro das Infraestruturas agiu corretamente perante a quebra de segurança de documentos classificados”.
Além da audição de Mendonça Mendes, o Chega deu "entrada hoje de um requerimento na comissão parlamentar de inquérito à TAP para que todas as comunicações entre o primeiro-ministro, o secretário de Estado Adjunto e João Galamba sejam entregues".
O partido liderado por André Ventura diz que após a audição na quinta-feira do ministro das Infraestruturas, "tornou-se evidente que o recurso abusivo e indevido ao SIS partiu do núcleo próximo do primeiro-ministro, senão do próprio".
"Sempre que é necessário intervir, o Governo vai fazê-lo", revelou António Mendonça Mendes, secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, em entrevista à "CNN Portugal". Para este governante, "a medida mais preguiçosa seria apenas baixar o IVA desses produtos".
Ao fim de oito meses, António Costa procedeu à maior remodelação governamental da maioria absoluta: chamou para junto de si um "velho conhecido" e afastou dois secretários de Estado desfasados do ministro da Economia. Veja a análise de Ricardo Santos Ferreira, diretor adjunto do semanário Novo.