O número de passageiros nos aeroportos de Portugal cresceu 2,5% nos primeiros sete meses do ano, segundo dados hoje divulgados pela Vinci, dona da gestora aeroportuária ANA.
A gestora aeroportuária salientou que o controlo de fronteiras é da exclusiva responsabilidade do Estado e que não tem “qualquer tipo de interferência” na forma como o mesmo é realizado.
As companhias aéreas consideram que a proposta da ANA para a construção do novo aeroporto em Alcochete foi “além do que a lei exige”, e que a proposta da subida de taxas aeroportuárias está “votada ao insucesso”.
O presidente executivo da ANA, Thierry Ligonnière, afirmou hoje no Porto que os aeroportos da ANA em Portugal sustentam 725.000 empregos e representam 30,2 mil milhões de euros do Produto Interno Bruto (PIB).
“A ANA mantém-se a articular com as várias entidades para que a entrega de bagagem se conclua nas melhores condições. Para isso foram reforçadas as equipas de apoio e informação ao passageiro”, informou a gestora aeroportuária, em comunicado.
“A operação nos aeroportos portugueses está a decorrer com normalidade, com todos os sistemas operacionais a funcionarem”, adiantou a ANA, gestora aeroportuária, em comunicado.
“Os aeroportos da ANA acionaram os geradores de emergência o que para já possibilita a manutenção do essencial da operação aeroportuária nos aeroportos do Porto e de Faro. Em Lisboa a operação está a decorrer mas com limitações. Até ao momento, não se registam impactos nos Aeroportos da Madeira e dos Açores”, avançou a ANA.
Em comunicado conjunto, a ANA e a MESA revelaram que este novo investimento vai permitir “triplicar a capacidade de manutenção, reforçando o papel do aeroporto como polo de desenvolvimento aeroespacial e industrial na Europa”.
Os objetivos de Pinto Luz são ambiciosos e importantes: aeroporto, ponte, mais habitação. Tanta determinação contraria os ancestrais hábitos de inação pública. Mas a defesa do interesse público não é o mesmo que ranger os dentes.
Declarações foram feitas pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, que está a ser ouvido na Assembleia da República, na Comissão de Economia, Obras Públicas e Habitação.
De acordo com a mesma apresentação da empresa, que detém a ANA, no ano passado, de um total de 4.526 milhões de euros de receitas no segmento dos aeroportos, 28% pertencem à ANA, ou seja, 1.267 milhões de euros.
“Considero que entregar a concessão e o controlo de todos os aeroportos nacionais a uma empresa privada condiciona fortemente a autonomia e a capacidade de execução de qualquer estratégia aeroportuária nacional e, por essa razão, a venda não foi um ‘bom negócio’ e não salvaguardou o interesse público do Estado português”, apontou o ex-ministro das Infraestruturas, em resposta escrita enviada à comissão parlamentar de Economia, Obras Públicas e Habitação, sobre a venda da ANA à francesa Vinci.
O que levou então à criação da Estrutura de Gestão e Acompanhamento dos Projetos de Aeroportos (EGAPA), com caráter temporário, “até que o Instituto da Mobilidade e dos Transportes esteja devidamente capacitado para assegurar esta nova missão, com a aprovação de uma nova lei orgânica", foi o baixo nível remuneratório médio do IMT.
Segundo o deputado Filipe Melo, do Chega, partido que apresentou o requerimento, o objetivo é perceber “se efetivamente é necessário e obrigatório fazer nova avaliação de impacto ambiental [AIA] e, se for o caso, passando pela APA, teremos aqui um processo muito mais demorado e que vai atrasar muito mais uma infraestrutura que é de especial relevo e importância para o país”.
No relatório, publicado na página oficial do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), a ANA, que recebeu hoje ‘luz verde’ do Governo para avançar com uma candidatura ao aeroporto Luís de Camões, começa por salientar que, com base no cronograma previsto no contrato de concessão, as autorizações ambientais e a complexidade das obras, “prevê a abertura do NAL [novo aeroporto de Lisboa] em meados de 2037”.
O Governo informou hoje a ANA Aeroportos que pretende que avance com a candidatura ao novo aeroporto, no Campo de Tiro de Alcochete, e adiantou que a proposta da concessionária não prevê contribuição direta do Orçamento do Estado. A ANA e a Vinci Airports reiteraram compromisso.
Em declarações aos jornalistas no parlamento, o deputado do PCP António Filipe considerou que o relatório que a ANA Aeroportos entregou esta terça-feira ao Governo relativamente à construção do novo aeroporto de Lisboa “é inaceitável para os interesses do país”.
A ANA – Aeroportos de Portugal já entregou o relatório sobre a nova infraestrutura aeroportuária na região de Lisboa. O ministro das Finanças, Miranda Sarmento, manifestado a expectativa de que os encargos para o Orçamento do Estado sejam “o mais limitados possível”. E o chairman da ANA, José Luís Arnaut, manifestou-se esta terça-feira "muito otimista" quanto à construção do novo aeroporto em Alcochete.