Não adianta acenar com medidas de pequeno alívio nos impostos sobre mais-valias a longo prazo e depois continuar a fustigar os investidores com desilusões e mais desilusões.
Os bancos centrais têm fundamentado a subida dos juros com a necessidade de combater a inflação. É uma posição discutível, tendo em conta que os fatores que induziram a subida generalizada dos preços não resultaram de economias ciclicamente sobreaquecidas.
Arrisco a dizer, e creio não estar a exagerar, que a massificação da Inteligência Artificial é o maior avanço tecnológico global e disruptivo depois da internet.
A turbulência no setor bancário que se viveu dos dois lados do Atlântico parece ter acalmado, mas é provável que continue a provocar efeitos importantes.
Os juros já subiram muito em 2022 e um movimento da mesma magnitude no próximo ano é bastante improvável, mas é natural a apreensão dos agentes económicos. Provável é que os juros continuem a subir.
O banco central terá de conter a escalada dos juros e acalmar os agentes económicos para evitar que um abrandamento da economia se transforme numa recessão.